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Jovens formados em artes e ofícios

Estanislau Costa | Chibia

Um total de 250 jovens das comunas do município da Chibia estão a ser formados desde Abril último no Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), em diversos cursos técnico-profissionais, informou ontem o director municipal da Juventude e Desportos.

As acções formativas em curso no município da Chibia visam apoiar o programa do Executivo de combate ao desemprego
Fotografia: Estanislau Costa

Miguel de Jesus disse ao Jornal de Angola que com a promoção dos cursos de artes e ofícios pretende-se apoiar os jovens interessados a aprenderem uma profissão que lhes possibilite criar condições de inserção no mercado de trabalho.
“Existem muitos jovens na Chibia ansiosos por conseguir um trabalho e a conjuntura actual não permite, por enquanto, o enquadramento massivo de pessoas”, disse, recordando que a aprendizagem de um ofício constitui uma das ferramentas para a criação do próprio negócio.
Cursos de electricidade, cozinha, carpintaria, informática, construção civil, mecânica, canalização e pastelaria fazem parte da formação promovida pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), na Chibia.

Nova escola

A nova escola de formação técnico-profissional Estrela da Huíla, construída no pátio da Missão Católica do Lubango, permitiu o enquadramento de mais de 500 alunos nos diversos cursos.
O director da escola, Francisco Polo, explicou que a formação têm a duração de dois a 12 meses e, no fim do curso, os alunos passam à categoria de técnicos básicos na especialidade escolhida. A instituição ministra cursos de informática, contabilidade geral e informatizada, hotelaria, electricidade, mecânica auto, construção civil, agronomia, serralharia, secretariado, canalização, culinária, administração pública e jornalismo.
“Os cursos de artes e ofícios eram ministrados em salas improvisadas”, afirmou, para reconhecer que os esforços do Executivo na construção e apetrechamento do novo imóvel facilita a inserção de mais alunos vindos de várias localidades da província.
O processo de aprendizagem é assegurado por 60 professores, a que se juntam outros do Instituto Médio Politécnico da Humpata, nas cadeiras técnicas. “Somos um dos pioneiros na preparação técnica e profissional de jovens que, depois de formados, conseguem com facilidade enquadrar-se no mercado de trabalho”, disse, para esclarecer que desde a sua fundação, em 1991, a instituição formou mais de 13 mil pessoas.
O centro tem parcerias com instituições nacionais e estrangeiras, com realce para países como a Alemanha, Suíça e Portugal.
A cooperação permitiu a abertura dos cursos de inglês, secretariado, jornalismo, contabilidade, administração pública e dança.

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