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Jovens formados em cursos profissionais

Estanislau Costa | Humpata

Mais de mil jovens formados em diversos cursos, nos últimos cinco anos, no Instituto Médio Politécnico da Humpata, 22 quilómetros a oeste da cidade do Lubango, asseguram condignamente o funcionamento de empresas públicas e privadas baseadas na província e noutros pontos do país.

Novos técnicos garantem prestar bons serviços a empresas públicas e privadas na região
Fotografia: Estanislau Costa| Humpata Edições Novembro

Os jovens formandos nas especialidades de Construção Civil, Electricidade, Electrónica, Telecomunicações, Energias Renováveis e Informática são maioritariamente provenientes, além da Huíla, das províncias de Cabinda, Uíge, Luanda, Malanje, Namibe e Cunene.
A directora do instituto, Constância dos Santos, explicou que os professores e outros técnicos se esmeram para formar quadros com competências, para corresponderem às necessidades do mercado de trabalho, sobretudo nos municípios e comunas onde há escassez de quadros qualificados.
Descreveu que o Instituto Médio Politécnico da Humpata está implantado numa área de 16.050 metros quadrados e possui 18 salas de aula, cada uma com capacidade de 36 alunos, 13 gabinetes para serviços administrativos, coordenação, secretariado pedagógico, sala de professores e o Gabinete de Inserção na Vida Activa (GIVA).
“Temos condições adequadas para desenvolver cabalmente o processo de ensino e aprendizagem na área técnica, agora muito concorrida pelos jovens”, disse, para enaltecer os cinco laboratórios, nomeadamente dois de química e física e três de informática, assim como um laboratório de ensaio de material de construção civil. O instituto, que vai matricular no próximo ano lectivo acima de 900 alunos na 10ª, 11ª e 12ª classes, conta com duas oficinas, uma reprografia e uma biblioteca com várias obras.
 
Alunos empreendedores
 
Um número considerável de alunos que concluiu com êxito os cursos ministrados no instituto em referência preferiu constituir pequenas empresas de prestação serviços nalgumas sedes municipais e mercados informais, com acentuada movimentação de vendedores e clientes.
Os jovens Figueiredo, Jaime e Adalberto, formados em Construção Civil e Electricidade, uniram-se para prestar serviços nas áreas em que se especializaram, tendo já feito várias obras nas cidades do Lubango e Cunene. “Começámos no mercado do Mutundo a construir as barracas dos vendedores”, explicaram.
Acrescentaram que depois de serem conhecidos passaram a receber convites para obras de vedação, anexos e, desde princípios do ano passado, executam obras de casas T3 e com um piso. “Ganhámos mais traquejo e responsabilidade com os prazos dos contactos e qualidade das obras.”
Os três jovens já estavam a juntar a documentação para criarem uma empresa com serviços mais diversificados na área de construção civil. “A crise provocada pela queda do preço do petróleo, que afectou vários países, retardou o nosso plano, que tinha várias obras à vista”, contaram.
 Já Fernando Calandula, 28 anos, formado em Informática no instituto em referência, presta serviços em várias empresas públicas e privadas. “Sou eventual em várias empresas, com uma avença suficiente para materializar os meus projectos e manter a família com dois filhos.”
 Os jovens que foram capazes de exercer acções socialmente úteis, fruto da sua formação, enalteceram o Executivo pela aposta em escolas com cursos técnico-profissionais, por favorecerem a aprendizagem de ofícios fáceis para a sua inserção no mercado de trabalho.

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