Províncias

Jovens formados em Informática

Arão Martins | Lubango

Um grupo de 14 jovens terminou com êxito, no Lubango, o primeiro curso do I módulo do Programa de Informática Básica nos Padrões de Inclusão Digital, um projecto que está a ser desenvolvido pela Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) e o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Primeiro curso do módulo do Programa de Informática Básica nos Padrões de Inclusão Digital termina no Lubango com grupo de finalistas
Fotografia: Arão Martins | Lubango

O primeiro curso de oficinas de inclusão digital durou três meses. O reitor em exercício da instituição, Abraão Mulagi, explicou que o projecto de Inclusão Digital versus Inclusão Social da UMN tem como objectivo avaliar de que forma as tecnologias de informação podem ajudar no combate à pobreza, através da inserção digital e criação de pequenos negócios, pelos indivíduos do grupo alvo.
Com o projecto são desenvolvidas várias actividades, como as vocacionadas para a aquisição de competências básicas em tecnologias de informação e comunicação pela população alvo, a criação de pequenos negócios com a instalação de oficinas para a montagem e manutenção de computadores nas localidades seleccionadas, a disponibilização de informação útil sobre saúde humana, saúde animal, o tempo e a prática da agricultura e mudanças climáticas globais.
O projecto envolve professores, alunos, comerciantes e médicos, e tem exposto a Universidade Mandume Ya Ndemufayo e o país no estrangeiro, estando a agregar elevado prestígio, o que encoraja a prosseguir com a sua implementação, explicou. Abraão Mulagi esclareceu que a Universidade não pode estar desassociada das comunidades que serve e as Oficinas de Inclusão Digital servem de interacção entre a Universidade e as comunidades, a que se convencionou chamar “Extensão Universitária”.
Neste caso concreto, procura-se fazer chegar os benefícios das Tecnologias de Informação aos mais necessitados, na solução dos problemas que os afligem, tal como o acesso à informação, à saúde, aos processos avançados para a melhoria da sua actividade produtiva, entre outros.
A aplicação efectiva do projecto depende muito das competências que forem transmitidas aos utilizadores. Inscreveram-se no curso de instrutores nove candidatos, que terminaram com sucesso, enquanto no curso de utilizador foram matriculados 14, que concluíram com êxito o programa. A actividade, acrescentou, não fica apenas circunscrita à localidade da Tchavola, arredores da cidade do Lubango, onde se procedeu à entrega dos certificados.
“Vamos avançar na formação de formadores para a localidade de Manquete, Capangombe, Otchiete e Mupa, nas províncias da Huíla, Namibe e Cuando Cubango.

Tempo

Multimédia