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Lotes de terreno para construção

Arão Martins| Lubango

Mais de seis mil lotes da futura área habitacional da Figueira, cada um com mil metros quadrados, estão a ser distribuídos pela Administração Municipal do Lubango, os três primeiros dos quais entregues pelo governador da Huíla.

Os primeiros lotes da futura área habitacional da Figueira e respectivos títulos de concessão foram entregues pelo governador da Huíla
Fotografia: Arão Martins| Lubango

O administrador municipal do Lubango, Silvano Leví, referiu que numa primeira fase são entregues 750 lotes.
O governador provincial pediu mais rigor e celeridade no processo de distribuição de terrenos destinados à construção de casas.  João Tyipinge lembrou que “o processo de distribuição de terrenos sofreu um pequeno interregno” e que foi preciso fazer um controlo da disponibilidade de áreas para os entregar às pessoas que querem construir.
O Governo Provincial, disse, verifica com satisfação que há jovens a solicitar terrenos para construir as casas e aconselha outros a esforçarem-se para fazer o mesmo e não continuarem simplesmente à espera de casas feitas pelo Estado.
“O Governo Provincial está disposto a atribuir lotes e a fazer o devido acompanhamento de forma a ter-se uma cidade com crescimento ordenado, como está estabelecido”, sublinhou.

Mais honestidade


O governador provincial referiu a importância de haver quadros honestos no processo de distribuição de terrenos para que se evitarem embaraços. “É imperioso que se dê uma resposta rápida na distribuição de terrenos, mas infelizmente há no meu gabinete muitos processos sem grande credibilidade”, lamentou. O governador da Huíla reconheceu que, apesar de algumas dificuldades, há bons quadros na Administração Municipal do Lubango e na Direcção Provincial do Ordenamento do Território, mas que é preciso “colocar as pessoas certas nas áreas certas para o trabalho ser desenvolvido com eficiência”.
João Tyipinge declarou que se um quadro que ganha 25 mil kwanzas for trabalhar com terrenos há o risco de nem sempre ser honesto e de extorquir dinheiro. Quando um funcionário público usurpa, engana e manipula qualquer cidadão na distribuição de terrenos e recebe valores de forma indevida, recordou, está a cometer crimes.
As medidas de precaução, disse, também evitam as situações muito comuns de um terreno ser atribuído a duas ou mais pessoas, o que “é lamentável” e os seus responsáveis “devem ser punidos com rigor”.
O governador prometeu que, “em função destes atropelos e desrespeito pelos direitos dos cidadãos”, vai passar a ser feito “um acompanhamento mais eficaz às instituições”.
João Tyipinge exortou a Administração Municipal do Lubango a aplicar “os mecanismos mais seguros e confortáveis na distribuição de lotes, que não devem ser, em princípio, superiores a mil metros quadrados”.

Recolha de lixo


O governador provincial salientou o interesse de se dinamizar o processo de recolha de lixo nas novas centralidades do Lubango, sobretudo em Eywa e Tchavola, que já têm um número considerável de habitantes.
João Marcelino Tyipinge apelou a uma maior interligação entre os responsáveis para as acções serem melhor dinamizadas.

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