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Lubango das terras da Chela

Estanislau Costa e Arão Martins | Lubango

O Lubango, descrito por turistas nacionais, estrangeiros e académicos como “as terras da Chela”, comemorou, no dia 31 de Maio, 93 anos desde que foi elevada à categoria de cidade, com progressos socioeconómicos notáveis, que se repercutiram na melhoria do bem-estar da população da região.

Vista parcial da cidade do Lubango onde estão em curso vários projectos de impacto social para melhorar o nível de vida da população
Fotografia: Arão Martins

Quando, a 31 de Maio de 1923, o  Alto Comissário da República,  Norton de Matos, proclama a ex-Sá da Bandeira como cidade, e no mesmo dia chega à urbe o comboio do Caminho de Ferro de Moçamedes (CFM), eram ainda poucos os imóveis habitáveis e de empresas.
O sistema de abastecimento de água potável canalizada só abrangia 30.000 citadinos. Podiam contar-se o número de viaturas que circulavam nas avenidas e apenas duas escolas eram referenciadas: a ex-escola Industrial e ex-Liceu Diogo Cão, que só absorviam um número ínfimo de alunos.
Transcorridos 93 anos, as terras da Chela, apelido inspirado na cordilheira da Chela, que quase circunda a urbe, um número considerável de infra-estruturas de diversos domínios surgiram, fruto da materialização de vários programas concebidos pelo Executivo. Está evolução gradual permitiu a acomodação de mais de 700 mil habitantes, segundo dados do Censo Geral da População.
O administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, disse, no acto das comemorações realizadas na praça Dr. António Agostinho Neto, que a aposta na rede viária, para descongestionar o trânsito que se regista no casco urbano, começa a ganhar resultados, com a construção de novas avenidas.
Nos últimos tempos, acrescentou, foram postas à disposição dos munícipes da cidade do Lubango 12 quilómetros de estradas reabilitadas, nomeadamente a rua Comandante Satanás, no bairro Ferrovia, a rua Millenium-27 de Março, Largo do IMEL, Casa Pato-Estrada Nacional 180, Nossa Senhora do Monte, mercado da Lage-talho da Lage, cruzamento do Cemitério-largo do Cemitério, prolongamento da rua Hoje Ya Henda e rotunda do Arco-íris.
Francisco Barros destacou também a construção e reabilitação das administrações comunais, centros e postos de saúde, habitações, escolas do ensino primário e do ensino secundário, melhoramento de energia eléctrica e abastecimento de água potável, que beneficiam milhares de populares.  Ao  referir-se ao sector da Educação, o administrador municipal disse que todas as comunas possuem escolas, que encurtaram as distâncias e incentivam as crianças e jovens a se formar. “O empenho dos professores e apetrecho com mobiliário escolar moderno permitem a qualidade da formação de quadros.”
 Francisco Barros disse que os jovens devem aproveitar as várias universidades públicas e privadas existentes na cidade. “A ausência de vagas e cursos de preferência deixou de inquietar certos jovens, porque já há universidades com muitos cursos e com docentes qualificados. Por isso, cada jovem deve aproveitar ao máximo, para impulsionar o desenvolvimento do município do Lubango e da província da Huíla em geral”, disse. O administrador Francisco Barros descreveu o saneamento básico e a degradação acentuada de algumas estradas da cidade como as maiores preocupações do momento.
 "Acredito que o problema do saneamento básico pode encontrar solução em breve, com o envolvimento de todos os munícipes no tratamento adequado dos resíduos sólidos, realização massiva de campanhas de limpeza, embelezamento dos bairros, entre outras acções", disse, para acrescentar: “A cidade cresceu exponencialmente e isto implica melhorias constantes do saneamento básico. O cidadão, as vezes, não respeita as normas estabelecidas para o efeito.”  O administrador municipal aconselhou as boas práticas, que ajudam no depósito dos resíduos sólidos.
Relativamente ao pavimento, o administrador municipal disse estar consciente dos constrangimentos enfrentados pelos automobilistas por causa do mau estado das estradas de algumas avenidas. “O tapete asfáltico da urbe nunca teve obras de restauro e o desgaste aumentou, devido ao crescimento do trânsito e às fortes chuvas.”
Para o efeito, afirmou Francisco Barros, são necessários grandes investimentos e o momento actual não permite a realização de obras do género. “A administração tem feito arranjos paliativos, até que chegue o dia da realização de obras que resolvam definitivamente o problema”, disse o administrador.

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