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Lubango precisa de meios para a recolha de lixo

Domingos Mucuta | Lubango

A cidade do Lubango, província da Huíla, precisa de pelo menos dez camiões basculantes e contentorizados, para a recolha eficaz de dezenas de toneladas de lixo produzido diariamente, pelos cerca de 1,5 milhões de habitantes da urbe.

Vista parcial do Lubango onde funcionários da repartição do saneamento básico envidam esforços para manter a cidade sempre limpa
Fotografia: Domingos Macuta | Lubango

A cidade do Lubango, província da Huíla, precisa de pelo menos dez camiões basculantes e contentorizados, para a recolha eficaz de dezenas de toneladas de lixo produzido diariamente, pelos cerca de 1,5 milhões de habitantes da urbe.
“A repartição municipal do saneamento básico do Lubango tem recursos humanos suficientes, mas precisa de pelo menos dez camiões basculantes e contentorizados, para garantir a higiene dos 13 bairros da capital”, disse ontem o chefe do sector, Rafael Nguende.
O responsável afirmou que a insuficiência de equipamentos adequados ao trabalho condiciona a remoção do lixo nas horas estabelecidas, apesar das estratégias em curso para a manutenção da limpeza de todas as zonas da cidade.
”Se tivéssemos mais camiões basculantes e de compactação não tínhamos lixo na cidade, até às 8h00. Esperamos que no futuro haja mais equipamento de remoção”, disse o responsável.
Rafael Nguende precisou que a secção conta actualmente com dois camiões basculantes, duas carrinhas, 18 tractores de pequeno e grande porte, uma pá carregadora em actividade e 14 avariadas.
Rafael Nguende disse que, para facilitar a recolha de lixo, a cidade do Lubango foi dividida estrategicamente em duas partes, como forma de permitir a intervenção das equipas nos roteiros definidos.
O responsável disse que a nova estratégia adoptada pela repartição dinamizou a recolha nas principais artérias da cidade.
Como resultado, sublinhou Rafael Nguende, os funcionários recolheram, no mês de Novembro, a quantidade recorde de cerca de 42 mil toneladas de lixo.
“A cidade produz bastante lixo, em função dos 1,5 milhões de habitantes. Temos que pensar em estratégias de médio prazo para o depósito e reciclagem dos resíduos sólidos”, defendeu.
A criação de incentivos, como o pagamento do subsídio de hora extra, estimulou a motivação dos trabalhadores, esclareceu a fonte, para acrescentar que nesse momento os trabalhadores estão mais empenhados na execução das tarefas, nos três turnos.
O responsável referiu o incumprimento dos horários, das 5h00 às 8h00 e das 18h00 às 20h00, definidos pelas autoridades, para o depósito de lixo nos contentores, como um obstáculo aos esforços dos cerca de 270 funcionários.
Rafael Nguende criticou a mentalidade de alguns munícipes que persistem em deitar lixo no chão, mesmo com os contentores vazios. Assim, apelou às populações no sentido de colaborarem com os trabalhadores, para o êxito da tarefa.
A repartição do saneamento básiresponde também pelos espaços verdes na cidade do Lubango.
O responsável da repartição disse que está em curso o projecto de renovação dos solos, conservação e criação dos principais espaços verdes existentes no Lubango.
O projecto de jardinagem e arborização da cidade abrange o canteiro central da avenida do aeroporto, as margens dos rios Mukufi e Caculuvar e as encostas do monte do Cristo Rei que, nos próximos meses fica livre, depois do realojamento da população residente.
Rafael Nguende frisou que o objectivo do projecto é resgatar a mística da cidade jardim de Angola (Lubango), título ostentado na era colonial. Os trabalhos incidem sobre o jardim central, do largo Primeiro de Maio.
“Os jardins são espaços de atracção de estudantes e turistas nacionais e estrangeiros, que aproveitam as calmas paisagens para o estudo e tirar fotografias para recordação”, disse Rafael Nguende.
Lubango tem neste momento sete espaços considerados verdes, entre rotundas e praças públicas, com realce para a zona da Nossa Senhora do Monte, que constitui a maior cintura verde da cidade do Cristo Rei.


Cemitérios


O responsável lamentou a atitude de algumas famílias que insistem em enterrar os entes queridos no cemitério do Alto da Mitchia.
Rafael Nguende disse que o referido campo santo está encerrado há dois anos, por apresentar superlotação. Rafael Nguende acrescentou que o cemitério da Mitchia existe há cerca de 80 anos.
A Administração Municipal do Lubango, segundo Rafael Nguende, definiu como cemitérios alternativos os da localidade de Nanguluve e do Nambambe, arredores da cidade capital da Huíla.
Rafael Nguende afirmou que a Administração Municipal identificou um novo espaço na comuna da Quilemba, destinado aos enterros.
“Há algumas pessoas que persistem em enterrar cadáveres na Mitchia, quando sabemos que não reúne condições para o efeito. Se insistirmos, além de violar as normas, podemos criar problemas de saúde pública, por sobreposição de corpos”, alertou o responsável da repartição municipal do saneamento básico do Lubango.

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