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Luta contra malária está a ganhar novo impulso

André Amaro | Lubango

Um projecto comunitário para o combate à malária está a ser desenvolvido, no município de Caconda, 236 quilómetros a norte da cidade do Lubango, com vista a reduzir os índices de mortalidade.

Momento em que era explicado à comunidade o projecto comunitário de combate à malária na província da Huíla
Fotografia: André Amaro| Lubango

Um projecto comunitário para o combate à malária está a ser desenvolvido, no município de Caconda, 236 quilómetros a norte da cidade do Lubango, com vista a reduzir os índices de mortalidade.
O lançamento do projecto, que é uma iniciativa da Organização Não Governamental Africare, em parceria com a Administração Municipal, foi na quinta-feira, numa cerimónia que serviu para esclarecer os objectivos da intenção às autoridades tradicionais.
Para o êxito do projecto, autoridades tradicionais, líderes comunitários, quadros das administrações municipais e comunais e membros de igrejas estão a ser formados nos procedimentos de prevenção e tratamento da doença.
O projecto, que deve servir de modelo para os restantes municípios da província da Huíla, tem a duração de um ano e prevê a formação de técnicos e promotores de saúde em diagnóstico e tratamento da malária.
O coordenador do projecto, Wirsiy Peter, disse que a acção visa melhorar a situação sanitária das comunidades rurais no município, introduzindo um sistema de assistência sanitária básica com a participação dos utentes.
O projecto, que está orçado em 500 mil dólares, é financiado pela Esso Angola, informou o responsável da Afrocare e serve para aumentar o volume de informações relacionadas com o combate à malária no seio das comunidades rurais.
Nas acções de informação, sensibilização e mobilização, os activistas devem passar mensagens sobre a importância do uso do mosquiteiro impregnado com insecticida, lavar as mãos antes e depois de comer ou sair da retrete, combater o lixo e procurar imediatamente os serviços sanitários quando alguém sinta os principais sintomas e sinais da doença: febre, tosse, dores de cabeça e do corpo e gripe.
“Os técnicos de saúde têm um pacote especial de formação na área de combate à malária, administração dos medicamentos, análises laboratoriais, tratamento intermitente e assistência integrada a doenças da infância”, disse Wirsiy Peter.
O administrador municipal de Caconda, Adão César, agradeceu à ONG pela escolha da localidade que dirige para o lançamento do projecto, que considerou fundamental no combate à malária, uma enfermidade causadora de centenas de óbitos na zona.
O administrador garantiu que tudo vai ser feito para que os objectivos sejam alcançados no município. As autoridades tradicionais de Caconda também garantiram apoio ao projecto, principalmente nas acções de sensibilização das comunidades sobre as medidas preventivas contra a malária, disse o regedor local, José Amaro.
O regedor, que participou na formação inicial de voluntários, disse estar disponível para dar toda a colaboração na transmissão dos conhecimentos que adquiriu aos outros membros da comunidade.
José Amaro afirmou que o projecto chegou em boa hora, porque as populações têm poucas informações sobre as medidas preventivas e de combate às doenças, incluindo a malária.
 O soba da comuna do Waba, Fernando Camute, vai ajudar a levar a mensagem às populações, na língua umbundu.

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