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Lwini oferece meios para o ensino especial

Arão Martins | Lubango

A Fundação Lwini entregou, quarta-feira, material didáctico, equipamento informático e bicicletas aos alunos com deficiência visual da escola politécnica do ensino especial, situada no bairro da Mapunda, na cidade do Lubango.

Alunos do ensino especial do Lubango receberam material didáctico da Fundação Lwini
Fotografia: Jornal de Angola

A Fundação Lwini entregou, quarta-feira, material didáctico, equipamento informático e bicicletas aos alunos com deficiência visual da escola politécnica do ensino especial, situada no bairro da Mapunda, na cidade do Lubango.
Constam ainda da oferta quatro mil cadernos, computadores com programas especiais para deficientes visuais, DVD, fotocopiadoras e livros. Armindo Paulino, que representou a direcção da escola, enalteceu o gesto, afirmando que “os alunos estão felizes por receberem o material necessário para o processo de ensino especial”.
A Fundação Lwini, sublinhou, tem emprestado calor humano e entregue diversos bens para os deficientes do Lubango. “Há a destacar a construção da escola polivalente do ensino especial primário e do primeiro ciclo do ensino secundário”, reconheceu.
O director provincial em exercício para o ensino especial da Huíla, Vicente Kamassune, disse que este ano lectivo, estão matriculados 471 alunos com deficiências auditivas, visuais, intelectuais e dificuldades de aprendizagem. Acrescentou que já se encontra em funcionamento o II ciclo do ensino secundário com 35 alunos a frequentarem o curso de ciências humanas.
Vicente Kamassune referiu que o ensino especial funciona em todos os municípios no âmbito do lema “Educação para todos”.
Sublinhou ainda que a par das escolas do ensino geral, está a ser levada a cabo educação e formação de crianças, adolescentes e adultos com dificuldades educativas especiais para que todos tenham uma inserção prestável na sociedade.
“Temos necessidade de transportes, material didáctico em Braille, bengalas, computadores com programas adaptados a deficientes, policopiadoras e impressoras”, disse Vicente Kamassune.
São ainda necessários materiais para alunos com deficiências auditivas, como dicionários de língua gestual, medidores audio, próteses auditivas, computadores para as aulas informáticas, colocação de indução em arco nas salas de aulas.
A responsável do gabinete da presidente da Fundação Lwini, Ana Monteiro, considerou as crianças como o futuro da Nação “por isso, precisam de atenção especial e tudo tem que ser feito para lhes darmos formação e facilitar a sua reintegração social”.
Ana Nonteiro garantiu que a Fundação Lwini vai continuar a trabalhar para a mudança de mentalidades e atitudes através de campanhas de sensibilização no seio da sociedade.

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