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Mais de 500 crianças deixam de estudar debaixo de árvores

Estanislau Costa | Lubango

Mais de 500 crianças do ensino primário e do I ciclo do bairro do Kwaua, arredores da cidade do Lubango, vão deixar de frequentar aulas debaixo de árvores, a partir de segunda-feira, e passarão a estudar numa escola nova, erguida de raiz e apetrechada com equipamentos diversos.

Petizes do bairro Kwaua vão agora estudar num ambiente confortável, depois de anos a frequentarem aulas ao relento
Fotografia: Estanislau Costa | EDIÇÕES NOVEMBRO

A infra-estrutura tem sete salas de aula, uma para os professores, seis quartos de banho, cantina, área de lazer e recreação, entre outros compartimentos.
O administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, que procedeu à entrega do estabelecimento à Administração do bairro Kwaua, exortou aos beneficiários para conservarem o imóvel e denunciarem os actos de vandalismo que eventualmente acontecerem na escola.
Armando Vieira disse que os programas de investimento público e de combate à pobreza têm dado lugar à criação de infra-estruturas diversas que contribuem para o bem-estar da população e a melhoria das condições de vida.
O novo estabelecimento de ensino possui um sistema de abastecimento de água e energia eléctrica gerado por uma componente solar.
O soba Francisco Calembe, que se mostrou satisfeito com a nova escola, apelou às autoridades para continuarem a prestar apoios aos habitantes do bairro Kwaua, “por serem famílias carenciadas, provenientes de zonas de risco da cidade do Lubango.”
A entidade tradicional disse ao Jornal de Angola que, só com novos projectos de impacto socioeconómico, é possível minimizar as dificuldades das famílias carenciadas. “Precisamos de mais escolas aqui no Kwaua, energia eléctrica da rede e postes de iluminação pública, água corrente, entre outros bens.”
O soba defendeu igualmente a criação de condições para se evitar que jovens da circunscrição continuem a enveredar para a delinquência, pois os assaltos a residências e na via pública aumentaram, particularmente no período da noite.

Invasão de zonas de exploração de mineirais

A invasão das áreas de exploração mineira e as altas taxas praticadas pelo Porto do Namibe estão a preocupar as empresas do ramo, informou, ontem, o director do Gabinete Provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais da Huíla, Manuel Quilende.
Segundo a Angop, o responsável falava à imprensa, no âmbito das comemorações do Dia do Mineiro, a assinalar-se a 27 deste mês.
Apesar desses constrangimentos, disse Manuel Quilende, as referidas empresas devem proceder à localização de mais reservas para a prospecção e aumentar a produção, para o crescimento económico da província.
Na sua óptica, o estado actual do sector é razoável, as empresas conseguem sobreviver e, de algum modo, estão a contribuir para o crescimento económico do país.
Disse, por outro lado, que a exploração de recursos minerais deve obedecer a um conjunto de pressupostos legais e administrativos, com o Estado a assumir o seu papel e a salvaguardar a vertente fiscal e ambiental para garantir os desafios que têm em forja.
A província da Huíla é uma potência mineira, mas só o granito negro é explorado legalmente. Há alguns anos que se assiste na região uma corrida desenfreada para o garimpo de minerais como diamante, ouro e ferro, nos municípios do Quipungo, Chipindo, Jamba e Cuvango.

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