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Mais água para a cidade do Lubango

Domingos Macuta | Lubango

A conclusão do Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector das Águas (PDISA), na província da Huíla, previsto para o primeiro trimestre do próximo ano, aumenta a capacidade de captação e abastecimento de água potável à população da cidade do Lubango, disse, ontem, o director provincial da Energia e Águas.

Projecto de captação de água resulta do protocolo de cooperação entre o Governo Provincial da Huíla e Banco Mundial
Fotografia: Domingos Macuta | Lubango

Abel da Costa anunciou, durante a visita de constatação do governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, que o projecto inclui a concepção e construção de estações e sistemas de alimentação eléctrica e de controlo no aquífero da Humpata e de Nossa Senhora do Monte.
O director provincial da Energia e Águas informou que na zona da Humpata estão em curso obras de abertura de furos que vão produzir cerca de 500 metros cúbicos de água por hora, e no lençol freático de Nossa Senhora do Monte são feitos trabalhos em oito captações com capacidade para bombear 100 metros cúbicos cada.
O projecto resulta do protocolo de cooperação entre o Governo Provincial e o Banco Mundial, num investimento avaliado em cerca de 572,6 milhões de Kwanzas, que abrange a pesquisa e a construção de edifícios de controlo e ligação com a estação de bombagem existente na cidade do Lubango.
O director da Energia e Águas disse que a cidade do Lubango necessita de quatro tangues com capacidade de mil metros cúbicos cada, como forma de garantir a conservar de água em período de escassez ou em que as estações entrarem em manutenção, para se evitar a escassez. O director das Obras Públicas, Rosário Ima Panzo, disse que o governador exigiu maior celeridade das empreiteiras de construção civil, responsabilizadas por construir e reabilitar as vias secundárias da cidade do Lubango.
Em função dos atrasos que se verificam, João Marcelino Tyipinge recomendou aos empreiteiros a conclusão das obras das estradas até ao próximo mês. As obras em curso totalizam 30 quilómetros de estradas, passeios, sistemas de drenagem de pluviais, jardim e pontes. O director Provincial das Obras Publicas disse que a exigência do governador surge numa altura que a cidade do Lubango necessita de vias alternativas para desafogar o trânsito, que nos últimos tempos regista sérios constrangimento devido o aumento do parque automóvel.
Relativamente  às obras da escola de 24 salas e um posto de saúde nos bairros Ferrovia e Machiqueira, cujos empreiteiros reclamam dos atrasos de pagamentos, Ima Panzo disse que a situação é ultrapassada assim que houver disponibilidade financeira.
“Sabemos que há algumas dificuldades e atrasos nos pagamentos de algumas obras que estão em curso em várias localidades, provocado pela situação financeira que o país vive. Mas informamos que as ordens de saque destas obras já estão processadas, aguardando liquidez em termos de tesouraria para o seu processamento”, assegurou.

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