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Mais esperança de vida para habitantes da Huíla

Domingos Mucuta | Lubango

A esperança de vida na província da Huíla vai aumentar de 59,9 em 2015, para 67,9 anos em 2050, anunciou ontem, no Lubango, o responsável dos serviços provinciais do Instituto Nacional de Estatística, durante a apresentação dos indicadores demográficos projectados para a região.

Sobral Catrapila apresentou as projecções elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e financiadas pelo Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) numa cerimónia assistida por directores provinciais, administradores municipais e outras entidades locais.
O responsável do INE na Huíla disse que a previsão, realizada com o apoio de um consultor internacional especialista em projecções demográficas, antevê o aumento da população da província da Huíla dos actuais 2,5 milhões de habitantes para mais de 6,6 milhões em 2050.
A projecção, que tem o ano de 2014 como referência, foi elaborada utilizando a informação sobre o número de filhos nascidos vivos por idade da mulher e durante o ano anterior, à data da realização do censo geral da população e habitação. “Até 2024, a esperança de vida vai aumentar a um ritmo ligeiramente mais acelerado nas províncias com prevalência de VIH menor de três por cento”, explicou.
O responsável disse que de 2024, ano do próximo censo, a 2050, a tendência da esperança de vida vai  aumentar, a taxa bruta de natalidade reduzir de 38 para 28,7 por cento, ao passo que a de mortalidade baixa também de 9 para 5,7.
Sobral Catrapila referiu que a taxa de fecundidade total se vai manter constante até 2019, tanto na área rural como na urbana. De 2019 a 2050, a taxa de fecundidade vai reduzir, de forma mais acelerada na área urbana.
O responsável dos serviços do Instituto Nacional de Estatística afirmou que o uso de projecções demográficas é importante para o Governo traçar planos e programas sociais nas áreas de educação, saúde, forças de trabalho, estradas e outras infra-estruturas.
 Sobral Catrapila disse que as estimativas demográficas ajudam também os investigadores de mercado e analistas de população a realizarem estudos de viabilidade para o desenho de políticas económicas e sociais, com efeito na futura estrutura etária da população e indicadores demográficos.

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