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Mais investimentos no sector da Saúde reduzem a morte por malária na Huíla

Domingos Mucuta | Lubango

Os casos de morte por malária desceram na província da Huíla, nos últimos três anos, como resultado dos investimentos feitos para melhorar a assistência médica e medicamentosa em diferentes unidades sanitárias, em programas de educação para a saúde, afirmou o governador Isaac Maria dos Anjos, num encontro de concertação social.

Autoridades apostam também na promoção de acções formativas dos técnicos de saúde para ajudar a baixar os índices de mortalidade
Fotografia: Arimateia Baptista

Os casos de morte por malária desceram na província da Huíla, nos últimos três anos, como resultado dos investimentos feitos para melhorar a assistência médica e medicamentosa em diferentes unidades sanitárias, em programas de educação para a saúde, afirmou o governador Isaac Maria dos Anjos, num encontro de concertação social.
No mesmo período, o registo de casos de malária nas unidades hospitalares da província reduziu de 435.410 para 260.644 e os investimentos permitiram a disponibilização de mais 1.564 camas, construção e apetrechamento de um hospital e oito centros médicos, enquanto os postos de saúde passaram de 156 para 242.
O governador revelou ainda estarem em fase de conclusão mais unidades sanitárias. No período em referência, o número de partos diminuiu de 18.162 para 16.488, a mortalidade materno-infantil passou de 125 para 132, o número de nados mortos de 956 para 1.098 e a mortalidade infantil de 701 para 623.
O número de doentes atendidos nos hospitais da Huíla passou de 32.255 para 32.482.


Inversão do quadro


Isaac dos Anjos disse que, embora os casos de outras doenças tenham diminuído de 52.689 para 45.130, os óbitos provocadas pelas enfermidades genéricas ainda são preocupantes, devido à tendência crescente de 2.505 para 2.724.
“Como se pode constatar, os indicadores de mortes nos hospitais, a mortalidade infantil e o número de óbitos de forma geral são ainda preocupantes. É urgente encarar a realidade com outra atitude, para que o quadro seja invertido”, frisou. A explicação dada refere a entrada tardia dos pacientes e a falta de acompanhamento atempado. Além disso, a dura realidade estatística aconselha a continuação do trabalho preventivo nas comunidades.
“É preciso levar os serviços mais próximo dos cidadãos para reduzir os índices elevados de mortalidade, melhorar o serviço nos municípios e comunas, através da construção de unidades capazes de atender os pacientes com eficiência”, afirmou o governador Isaac dos Anjos, antes de garantir que o governo continua a investir em meios e equipamentos de diagnóstico mais modernos, para dotar as unidades sanitárias de ferramentas que permitam optimizar os resultados.
Segundo o governador, os serviços médicos por especialidades, como cardiologia, radiologia, oncologia e fisioterapia podem implicar uma parceria pública-privada, com reciprocidade mútua.

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