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Marginais destroem carris

ESTANISLAU COSTA | Matala

A Polícia Nacional deteve ontem quatro indivíduos no município da Matala, província da Huíla, acusados de roubo de uniões dos carris e passadeiras da nova linha do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.

Administrador municipal da Matala foi constatar no local os danos causados à linha instalada recentemente por técnicos chineses
Fotografia: Carlos Liandamo|Matala

 

A Polícia Nacional deteve ontem quatro indivíduos no município da Matala, província da Huíla, acusados de roubo de uniões dos carris e passadeiras da nova linha do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.
O administrador municipal da Matala, Miguel Vicente, disse ao Jornal de Angola que “fruto das investigações realizadas pela Polícia, em colaboração com a população, foram detidos quatro indivíduos que estão neste momento a contas com a justiça”.
De acordo com o administrador municipal da Matala, os indivíduos implicados recusaram-se a fornecer detalhes sobre as reais causas do roubo dos equipamentos.
Miguel Vicente acrescentou que as uniões dos carris e passadeiras da nova linha do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), actualmente em obras de reparação e modernização, foram arrancadas, na localidade de Calheta, município da Matala.
O administrador municipal da Matala, que esteve no local para apurar os danos causados à linha instalada recentemente por técnicos chineses, no âmbito da cooperação Angola-China, disse que, em regra, à noite, os indivíduos danificam a linha férrea, utilizando ferramentas diversas para o efeito.
Num encontro com a população de Calheta e de outras povoações ao longo da via-férrea já reconstruída, Miguel Vicente apelou à vigilância e à denúncia das pessoas envolvidas em actos de vandalismo contra bens públicos.
“Houve o primeiro caso de destruição em Calheta. Por isso, os sobas e seus ajudantes e habitantes de outras zonas onde passa a linha férrea, devem estar atentos aos actos de má fé que vandalizam os bens públicos e privados, para informar imediatamente as autoridades”, apelou o administrador.
Os trabalhos de reconstrução e modernização do CFM, têm o seu término previsto para Dezembro.

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