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Matala quer melhorar saúde e educação

Domingos Mucuta | Lubango

Os sectores da educação e da saúde constam das principais prioridades das autoridades do município da Matala, província da Huíla, para o próximo ano, com vista a melhorar o sistema de ensino e aprendizagem, a rede sanitária, e aproximar os serviços à população das zonas mais recônditas.

Os sectores da educação e da saúde constam das principais prioridades das autoridades do município da Matala, província da Huíla, para o próximo ano, com vista a melhorar o sistema de ensino e aprendizagem, a rede sanitária, e aproximar os serviços à população das zonas mais recônditas.
O administrador municipal, Miguel Vicente, frisou que estes objectivos constam nos projectos sociais inseridos no Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, elaborado em colaboração com os membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social.
Miguel Vicente disse que a aplicação da maior fatia de recursos financeiros na construção de mais escolas e postos de saúde é consensual e os concursos públicos para a execução de projectos previstos para 2012 decorrem em Janeiro, para garantir que as obras são concluídas atempadamente.
Além destes dois sectores, as autoridades vão apostar na agropecuária, com a construção de tangues banheiros para combater as doenças mais frequentes no seio do gado bovino, principal riqueza da população do município.
O administrador da Matala fez um balanço positivo da primeira fase de execução do Programa Municipal Integrado de Combate à Pobreza, sublinhando que as acções estão concluídas e promovem o bem-estar da população.
“A administração vai investir seriamente na educação e saúde. Esperamos que no próximo ano tudo corra como neste. O programa para 2012 foi elaborado com base na referência das acções desenvolvidas este ano”, explicou.

Mais escolas

O município da Matala passou, este ano, a dispor de mais escolas, num total de 24 salas, construídas no quadro do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, avaliado em 214 milhões de kwanzas.
A construção de quatro escolas vai retirar, no próximo ano lectivo, mais de duas mil crianças que se encontram fora do sistema escolar. Os estabelecimentos de ensino, localizadas nos bairros do Caululu, Canjanguiti, Mucua e Cauiauia, incluem gabinetes de directores, professores, casas de banho, cantinas, pátios e área para zonas verdes.
Os compartimentos administrativos e as salas vão ser apetrechados com carteiras, mobiliários e equipamentos informáticos. Para garantir um melhor processo de ensino e aprendizagem, este ano foram admitidos, através de concurso público, mais 120 professores, elevando para perto de dois mil o número de docentes no município.
“O número professores ainda não satisfaz. Precisamos de mais docentes. Os recém admitidos participaram num seminário de actualização de conhecimentos sobre metodologia de ensino”, sublinhou o administrador.

Crédito de campanha

Miguel Vicente disse que a melhoria da assistência sanitária, através de cuidados primários, e o crédito de campanha agrícola são outras vertentes do programa de combate à pobreza.
Para o crédito agrícola, foi aplicado cerca de um milhão de dólares na compra de tractores e alfaias agrícolas, destinados aos agricultores. O financiamento beneficiou os camponeses de 58 cooperativas e 36 associações espalhadas pelo município. “Atendendo à época em que o crédito é disponibilizado, incentivámos os agricultores para cultivarem batata-doce e hortícolas”, frisou  Miguel Vicente.

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