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Mau estado da via embaraça circulação

Estanislau Costa |

A degradação  do troço rodoviário entre Galangue e a sede do município de Cuvango, com 105 quilómetros, está  a criar  embaraços à circulação de pessoas e mercadorias  e a impedir com que novos empresários  explorarem a vasta extensão de terras férteis, disse, no sábado, o administrador da circunscrição.

Distribuição de terras a famílias das zonas rurais representa um incentivo para a produção
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

Pedro Ndala falava ao Jornal de Angola a propósito da visita de constatação do coordenador do grupo de acompanhamento do MPLA ao município de Cuvango, Vigílio Tyova, e disse temer que a situação piore com o reatar das chuvas.
“As chuvas caem com muita intensidade e estão a aumentar os estragos no troço, criando  muitos buracos, lombas, áreas alagadas, em consequência da reactivação dos riachos”, disse, e previu o corte da circulação de veículos ligeiros e pesados caso não se faça uma intervenção urgente.
Pedro Ndala valorizou o trabalho de intervenção feitas nas vias de acesso e das pontes, o que permitiu facilitar o escoamento dos produtos do campo e desenvolver a economia local. “Na região os pequenos e grandes agricultores estão a produzir muito, um facto que começa a preocupar, dada as dificuldades de transportação dos alimentos do campo para os grandes centros comerciais”. O coordenador do grupo de acompanhamento do MPLA no município de Cuvango, Vigílio Tyova,  garantiu que vai envidar esforços junto das autoridades da Província da Huíla para alterar a situação e elogiou o programa   desenvolvido pela Administração, que consiste na distribuição de terras aráveis à população.
Vigílio Tyova disse que a distribuição de terras a um número considerável de famílias das zonas rurais representa um incentivo a considerar, por fortalecer a agricultura familiar, aumentar e diversificar a produção de alimentos para melhorar a dieta e haver mais excedente para comercialização. Vigílio Tyova aconselhou a população a apostar, com determinação, na actividade agropecuária para haver maiores rendimentos e  um comércio  e criar as condições para o país deixar de depender  do petróleo na criação de riqueza.
O Jornal de Angola soube que a Administração Municipal de Cuvango colocou à disposição dos produtores locais   mais de 30 mil hectares para implantação de projectos agrícolas e alguns espaços já foram distribuídos e lavrados. Os espaços estão situados nas comunas de Galangue, Chambango, Vicungo e em vários pontos da sede municipal. Um técnico da Direcção Provincial da Agricultura explicou ao Jornal de Angola que a actividade agrícola no Cuvango pode ser feita nas áreas de sequeiro devido a regularidade das chuvas e irrigáveis com a existência do rio Cubango.
O quadro sanitário dos 64.836 habitantes da comuna de Galangue registou melhorias substanciais, com o funcionamento do novo centro de saúde com capacidade para internar acima de 50 pacientes.
O centro  possui salas para cuidados intensivos, internamento, consultas gerais, análises clínicas, aconselhamento sobre prevenção de doenças, área administrativa e de lazer.  O soba Francisco Tyamba,   satisfeito com o funcionamento do centro, sublinhou que o hospital  acabou com as constantes deslocações de pacientes e famílias à sede do município,  que criavam muitos encargos e transtornos à população.
“A malária, tosse, diarreias, dores de vista e outras complicações como do estômago, infecções urinárias, malnutrição, são agora tratadas aqui em Galangue”, disse, e apelou às autoridades para manterem a unidade apetrechada com medicamentos.

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