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Mau estado das estradas atrasa desenvolvimento

Domingos Mucuta | Chipindo

A estrada que liga os municípios do Cuvango e Chipindo, na província da Huíla, necessitam urgentemente de obras de reabilitação, para permitir o seu desenvolvimento.

No município de Chipindo, que fica a 450 quilómetros do Lubango, falta quase tudo, desde um estabelecimento comercial que ofereça produtos essenciais até agências bancárias.
Perante a falta de uma rede comercial, a população é abastecida por pequenos comerciantes, que fazem comércio precário e vendem produtos básicos a preços exorbitante.
A inexistência de bancos obriga os funcionários públicos a constantes deslocações à província do Huambo. Para lá chegarem, têm de percorrer cerca de 150 quilómetros.
A via de acesso, a partir do desvio da comuna de Cuima, que dá acesso à sede municipal de Chipindo, é uma das que apresenta condições mínimas de circulação.  O administrador municipal de Chipindo, Miguel Salupassa, disse que o mau estado das estradas está na base do fraco investimentos dos empresários em explorar alguns sectores económicos. Em função disso, a única saída tem sido a cidade do Huambo, à qual os munícipes se deslocam à procura de produtos diversos. 
A população está esperançada na conclusão da reabilitação da estrada Caconda-Chipindo, com cerca de 150 quilómetros e cujas obras recomeçaram depois de vários meses de paralisação.
“O mau estado da estrada condiciona a instalação de bancos e outros estabelecimentos comerciais no nosso município, porque as operadoras se queixam da dificuldade em fazer circular ou transportar valores monetários.
 A estrada de Caconda vai abrir boas perspectivas para mais investimentos”, disse. Miguel Salupassa explicou que as obras, paralisadas durante alguns meses devido a problemas técnicos e reatadas para a reposição da ponte sobre o Rio Cunene, estão a dar esperança do restabelecimento da circulação.
Neste momento, o acesso à sede do município apenas pode ser feito através do desvio do Cuima (Huambo), troço do Cuvango e da Caconda.

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