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Melhores condições para reclusos

André Amaro| Lubango

Os reclusos que se encontram na Unidade Prisional da Comarca da Huíla vão usufruir de melhores condições de acomodação, com a conclusão da primeira fase, no próximo mês de Novembro, das obras de reabilitação e ampliação do estabelecimento.

A infra-estrutura em construção foi visitada por uma delegação da Procuradoria da República
Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

Os reclusos que se encontram na Unidade Prisional da Comarca da Huíla vão usufruir de melhores condições de acomodação, com a conclusão da primeira fase, no próximo mês de Novembro, das obras de reabilitação e ampliação do estabelecimento.
A empreitada, orçada em 2,905 milhões de dólares, é financiada pela organização espanhola Marco Di Martino, com participação de 30 por cento do Ministério do Interior.
A execução dos trabalhos, a cargo da organização financiadora, conta com a colaboração de 13 reclusos que, além de aprenderem a arte, recebem uma remuneração mensal.
O director dos serviços prisionais, Feliciano Soma, satisfeito com a evolução das obras, visitadas por uma delegação provincial da Procuradoria da República, no quadro da semana da legalidade, disse que a primeira fase está a contemplar a construção de um pavilhão com 242 metros quadrados, composto por quatro alas, cada uma com a capacidade para 100 reclusos.
Cada ala, acrescentou, conta com um balneário com duas entradas, paredes revestidas de malha-sol e tecto feito em placa de betão armado, para garantir maior segurança no interior da cadeia. Feliciano Soma explicou que o pavilhão anexo vai estar ligado por um corredor com a antiga estrutura, reservando um espaço descoberto para que os reclusos possam sol e passar tempos de lazer.
O director dos serviços prisionais informou que a segunda fase do projecto começa no mês de Dezembro e contempla a reabilitação da infra-estrutura antiga e a criação de espaços para artes e ofícios, sala de cinema e outros serviços. Para Feliciano Soma, a conclusão das obras vai permitir ultrapassar a questão da lotação da cadeia e proporcionar condições mais condignas e favoráveis para o processo de reeducação social dos reclusos.
Com capacidade para cerca de 200 reclusos, a Unidade Prisional da Comarca da Huíla controla 658, dos quais 32 mulheres, estando 377 na condição de condenados e 281 em prisão preventiva.

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