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Menores explorados regressam às famílias

Duzentas menores, de um total de 380, que haviam sido forçados a trabalhar em fazendas na província do Namibe, foram reencaminhados, nos últimos dois anos, ao meio familiar nos municípios da Chibia e Humpata, na província da Huíla.

Director do INAC Abel Chico Joaquim
Fotografia: Arimateia Baptista

As direcções provinciais da Assistência e Reinserção Social e do Instituto Nacional da Criança (INAC), na Huíla, conseguiram recuperar crianças e adolescentes com idades entre os dez e os 18 anos que beneficiaram de cuidados médicos, depois do seu resgate.
O director do INAC na Huíla, Abel Chico Joaquim, disse à agência Angop, depois da visita de uma comissão multi-sectorial aos municípios da Chibia e Humpara, que os menores reintegrados no meio familiar “estão bem de saúde”.
Abel Chico Joaquim explicou que as crianças se encontravam nas localidades da Lucira (Namibe) e Mangado (Tômbwa), assim como em quintas de Luanda e Bengo onde efectuavam trabalhos forçados a troco de dinheiro.
“Temos estado a fazer um trabalho de recuperação psico-motora das crianças, já que as mesmas passaram por um processo de escravidão e sem capacidade de reacção devido à extrema pobreza que atinge as suas famílias”, sublinhou.  O Governo Provincial da Huíla recomendou a condenação dos implicados nesta “autêntica violação dos direitos humanos”.
O director do INAC reiterou o compromisso do Governo e seus parceiros em trabalhar na melhoria das condições de vida das famílias rurais para evitar que situações similares continuem a acontecer.

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