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Mercado do peixe no Lubango

Arão Martins | Lubango

Um mercado, destinado à comercialização de peixe fresco e seco vai ser criado  na cidade do Lubango, pela Administração Municipal, no quadro do Programa de Reorganização da Rede de Comércio, anunciou o administrador municipal.

Vendedoras estão a ser aconselhadas no sentido de deixarem de vender em locais impróprios
Fotografia: Arimateia Baptista | Huíla

Francisco Barros, que falava terça-feira no final do encontro da comissão interministerial, criada pelo governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, para determinar a fixação do preço da corrida do táxi a nível local, disse que a intenção da criação do mercado surge do facto de a comercialização do peixe ter algumas condicionantes.
Por isso, no quadro do Programa de Reestruturação da Rede de Comércio do Lubango, a Administração Municipal está a preparar uma área vasta para a construção do mercado específico do peixe fresco e seco, explicou  Francisco Barros, que acrescentou que  actualmente o peixe é comercializado em maior quantidade no famoso mercado paralelo da Serra, situado no bairro Só Frio, nos arredores no Lubango.
Francisco de Barros salientou que  o objectivo é tornar a venda deste produto mais abrangente, dai que a Administração Municipal vá indicar outros locais para a venda, como nos mercados Municipal,  do Mutundo, Rio Nangombe e da Laje e para isso acções estão a ser desenvolvidas no município do Lubango, para evitar a venda do peixe nas ruas, passeios e em locais impróprios.
A organização está enquadrada num projecto que visa salvaguardar o saneamento básico, a saúde das pessoas. Por isso, espera contar com o apoio de todas as forças vivas na educação dos cidadãos, para que esse comércio se desenvolva em perfeita harmonia com os instrumentos legais, frisou o administrador municipal do Lubango, que  informou  que, no encontro multissectorial, dirigido pelo governador provincial da Huíla, foi discutida a questão da continuação de acções que visam criar condições para áreas destinadas a estacionamento e a paragem para os táxis.
Os mercados têm um papel fundamental neste processo, dai que a Administração Municipal do Lubango é obrigada a fazer o controlo dos parques de estacionamento, desde que estejam mais próximos de todos os interessados, explicou Francisco Barros.

Novos parques


A Administração Municipal vai trabalhar no sentido de fazer com que os proprietários de parques interprovinciais de tomada de passageiros e carregamento de mercadorias ­possam construir esses locais em locais seguros, disse Francisco Barros, que garantiu que a instituição que dirige deve criar condições de espaços para serem ali construídos os seus parques e se afastarem dos antigos mercados, o que tem causado muitos constrangimentos na organização dos bairros e da própria cidade. O objectivo, esclareceu Francisco Barros, é fazer com que os passageiros possam ter condições de viajar da cidade do Lubango para outras áreas com segurança e neste momento as áreas estão identificadas e, em breve, vão ser entregues aos interessados em desenvolver esse tipo de actividades.
 O administrador municipal avançou ainda que os agentes grossistas devem exercer apenas a sua actividade e não confundir os compradores, acrescentando que os comerciantes têm 180 dias para se transferirem às zonas a serem indicadas pela administração.

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