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Metade da população beneficia de água potável

Arão Martins | Lubango

Mais da metade da população do meio rural da Huíla, aproximadamente seis milhões de habitantes, passou a ter água potável nos últimos cinco anos, revelou, na cidade do Lubango, o director nacional do sector.

O número de beneficiários vai aumentar de forma paulatina pois há programas estabelecidos para mais pessoas terem à disposição água potável
Fotografia: Arimateia Baptista | Chibia

Lucrécio Costa disse que os avanços registados na província são resultados da execução do programa nacional “Água para Todos” promovido pelo Executivo.
O responsável, que falava por ocasião do Dia Mundial de Água assinalado sexta-feira, declarou que a distribuição atingiu 60 por cento da zona urbana.
Lucrécio Costa, que integrou a comitiva do ministro da Energia e Água que visitou a província da Huíla, referiu que ainda há muito por realizar, mas que existem acções definidas para até 2017 aumentar ainda mais a distribuição.
O número de beneficiários, garantiu Lucrécio Costa, vai aumentar de forma significativa, pois há programas estabelecidos para mais pessoas beneficiarem de água com qualidade e regularidade, assim como escolas, hospitais.
Para este ano está previsto substituir de 12 quilómetros de tubos no centro da cidade de Lubango e a instalar 50 quilómetros em 2014.
Lucrécio Costa anunciou que no Lubango vão ser feitas oito mil ligações domiciliárias que permitem que haja mais 24 mil consumidores e instalados outros bens colectivos, entre os quais chafarizes. O país, disse Lucrécio Costa, duplicou o grau de cobertura no meio rural por meio do programa “Água para todos” e estão praticamente concluídas as obras de construção e reabilitação dos sistemas de captação e abastecimento em todas as capitais de província.
Em curso, lembrou, estão projectos de abastecimento de água às cidades do Uíge, Ndalatando, Malange, Huambo, Cuito, Lubango e Menongue e em fase de conclusão trabalhos semelhantes no Cunene.
Lucrécio Costa disse que já começou o projecto na cidade de Mbanza Congo e que decorre o programa de melhoramento do acesso à água potável nas sedes municipais “de uma forma progressiva e coerente”. No quadro do mesmo programa, afirmou Lucrécio Costa, foram lançados projectos de abastecimento de água em alguns municípios de Benguela, Huíla, Uíge e Bié.
A par disso, referiu, há obras adjudicadas e aprovadas para outros municípios que vão melhorar e aumentar o abastecimento de água.
Em todas as sedes municipais, prometeu, são feitos até Julho os levantamento das necessidades para se poder em 2017 ter um melhor sistema de abastecimento de água.
Desafios como diminuir as perdas volumétricas e económicas por falta de pagamento, melhorar a organização dos serviços e a formação de quadros com vários programas foram acções também referidas pelo director nacional das Águas.
A aposta na qualidade de água, com a construção de seis laboratórios de influência regional, um dos quais na cidade do Lubango, salientou, é outra conquista do sector.
Os laboratórios, disse Lucrécio Costa, vão dar sequência à supervisão dos sistemas de abastecimento de água numa primeira fase nos municípios e nas comunas do Cunene, Huíla, Benguela, Namibe e Ndalatando.
Nos próximos dois anos, afiançou, o sector vai tornar operacional o centro de formação do município da Chibia e convertê-lo num centro de formação para o sector da Águas na região sul.

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