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Metodologia de investigação ganha nova dinâmica

Arã Martins | Lubango

Os trabalhos de investigação científica em saúde vão conhecer melhorias significativas a nível da região sul do país, após um grupo de médicos de diversas especialidades de instituições da Huíla, Benguela e Huambo terem participado até ontem, no Lubango, nas primeiras jornadas metodológicas e científicas de internos de especialidade.

Médicos avaliaram a qualidade da metodologia de investigação e o conhecimento científico aplicado nos anteprojectos
Fotografia: Arimateia Baptista | Huíla

Os médicos avaliaram a qualidade da metodologia de investigação e o conhecimento científico aplicado nos anteprojectos e resultados preliminares, num encontro que decorreu sob o lema «Por uma assistência humanizada primemos por uma formação de qualidade».
A coordenadora provincial do ensino e pós-graduação em Ciências Médicas da Huíla, Ana Neves, explicou que a reunião visou ainda corrigir os anteprojectos de dissertação de tese, identificar a metodologia aplicada e o conhecimento científico dos trabalhos, introduzir novos conceitos metodológicos para a elaboração de trabalho de tese.
A formação abrangeu médicos internos de especialidades do 1º, 2º e 3º ano de oftalmologia, pediatria, maxilo-facial, ginecologia-obstetrícia, otorrinolaringologia, dermatologia, urologia, medicina interna e cirurgia. Ana Neves referiu que se espera que com o encontro, os internos de especialidade estejam mais fortalecidos nos seus conhecimentos metodológicos, um dos elementos necessários para melhorarem a qualidade dos seus trabalhos de fim de curso.
Para a materialização deste projecto, Ana Neves explicou que foram criados tribunais clínicos, cirúrgicos, pediátricos e de ginecologia e obstetrícia, onde os docentes menos experientes vão ganhar mais conhecimento por meio da troca de experiência com outros professores da área, no âmbito dos trabalhos apresentados. A vice-governadora da Huíla para o sector Político e Social, Maria João Chipalavela, disse que a produção do conhecimento é uma condição fundamental para que os problemas e assuntos das comunidades sejam interpretados e analisados de modo científico.
A responsável provincial salientou que o ganho deve ser uma condição para o compromisso social e um conjunto de valores, que possam permitir as almejadas assistência humanizada e a formação de qualidade.
Maria João Chipalavela fez recurso a um discurso do Presidente da República para referir que "depois da revolução quantitativa, precisa-se fazer uma revolução qualitativa.
Esse espaço de discussão, de partilha de conhecimento e de saber é uma grande oportunidade para se contribuir nessa busca da qualidade e da excelência no trabalho que se faz servir às comunidades".
A vice-governadora afirmou que os médicos, quando trazem as investigações com um conjunto de resultados, são já uma resposta a um conjunto de fenómenos sociais, pois a universidade tem este compromisso de ajudar na resolução dos problemas da comunidade.

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