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Milhares de crianças na província da Huíla beneficiam de apoio em material didáctico

Arão Martins e Domingos Mucuta| Lubango

A UNICEF distribuiu material didáctico, como cadernos e livros de exercícios, a 2.480 alunos matriculados em duas escolas primárias na localidade da Chavola, nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla. Também foram distribuídos às crianças esferográficas, lápis, réguas, mapas, borrachas, quadros, apagadores, compassos, afia lápis, mochilas, pastas e relógios de parede.

A UNICEF distribuiu material didáctico, como cadernos e livros de exercícios, a 2.480 alunos matriculados em duas escolas primárias na localidade da Chavola, nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla. Também foram distribuídos às crianças esferográficas, lápis, réguas, mapas, borrachas, quadros, apagadores, compassos, afia lápis, mochilas, pastas e relógios de parede.
Durante a cerimónia, presenciada pelo vice-governador para o sector político e social, José Arão Nataniel, foi, igualmente, distribuído material para apoiar a actividade dos professores. O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Américo Chicoti, afirmou que a entrega dos materiais vai ajudar os alunos e professores a desenvolverem as actividades de ensino e aprendizagem.
“A Direcção Provincial da Educação agradece o gesto da UNICEF porque os materiais distribuídos vão permitir minimizar as carências no exercício da actividade docente, na localidade da Tchavola”, disse Américo Chicoti.
A meta do Governo Provincial é inserir o maior número de crianças no sistema de ensino e a erradicação do analfabetismo até 2015.
 
Jovens são aconselhados a promover associações 

O director provincial da Juventude e Desportos na Huíla, Francisco Barros, incentivou no Lubango, os jovens a criarem mais associações juvenis, com vista a uma maior participação nas actividades de carácter social e no processo de reconstrução da província. Francisco Barros falava na abertura de uma palestra sobre “preservação do ambiente para a sobrevivência humana”, dirigidas a associações de estudantes do Lubango, enquadrada na jornada do dia 14 de Abril, consagrado à juventude angolana.
Acrescentou que os jovens devem participar activamente no processo de desenvolvimento do país, defender incansavelmente os conceitos da liberdade, paz, unidade nacional, reconciliação e solidariedade ao próximo.
Francisco Barros defendeu que os jovens devem organizar actividades sociais sem esperar recompensas, ajudando crianças carenciadas, idosos e portadores de deficiência, e participando em actividades de saneamento básico.
A direcção provincial, revelou Francisco Barros, tem muitos programas para a juventude, mas a sua materialização depende “do jovem organizado em associações e cooperativas”, para a promoção do auto emprego dos jovens e garantir o sustento dos estudos e das famílias.
“Os jovens devem organizar-se em associações de estudantes e de bairros para colmatarem algumas dificuldades.
Esperamos que de forma colectiva possamos reflectir profundamente sobre os nossos problemas”, frisou o responsável.
Francisco Barros considerou a juventude como uma fonte incontornável do desenvolvimento, devendo apostar na formação académica e profissional para obtenção de emprego e participar no progresso do país.
 “Os jovens huilanos são chamados a desempenhar com eficiência as responsabilidades nacionais. Devemos defender a unidade e indivisibilidade do nosso país. Somos um só povo uma só nação”, ressaltou Francisco Barros.
Reconheceu que há alguns males que ainda enfermam uma parte da juventude, como o uso das drogas, o consumo excessivo do álcool, a prostituição, a sinistralidade rodoviária, que são aspectos negativos porque destroem as vidas de muitos jovens da província e não só.
Francisco Barros defendeu que os jovens devem reflectir seriamente sobre estas práticas e transmitir mensagens positivas, como as boas normas de convivência social, de respeito mútuo e conservação do património público.
Francisco Barros frisou que o “governo não consegue fazer tudo duma só vez”, por isso, precisa também da participação dos cidadãos angolanos.
Aproveitou a oportunidade para considerar que as novas tecnologias de informação e comunicação são ferramentas importantes que, se bem utilizadas, podem contribuir significativamente para o desenvolvimento da sociedade.
O director provincial da Juventude e Desportos na Huíla defendeu que “ninguém deve aproveitar os meios tecnológicos para um comportamento contrário aos hábitos e costumes do povo angolano, valores culturais, morais e cívicos, sobretudo pôr em causa a paz e harmonia nacional”.

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