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Milhares de novos alunos

Domingos Mucuta | Lubango

O ingresso de mais de 30 mil novos alunos eleva para 850 mil o número de estudantes inseridos no sistema de ensino na província da Huíla, neste ano lectivo, anunciou ontem, no Lubango, o director provincial da Educação, Ciências e Tecnologia.

Acto de abertura oficial do ano lectivo na Huíla aconteceu na Matala e foi orientado pelo governador provincial João Marcelino Tyipinge
Fotografia: Arimateia Baptista

Américo Chicote afirmou que as condições estão criadas para o arranque do ano lectivo, cujo acto de abertura aconteceu sexta-feira no município da Matala, a cerca de 220 quilómetros a este do Lubango, numa cerimónia orientada pelo governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge.
Acrescentou que o sector dispõe de 1.826 escolas, do ensino primário, secundário, politécnicas e de formação de professores. Perto de 19 mil professores estão mobilizados para assegurar a transmissão de conhecimentos.
O director provincial lembrou que o número de alunos matriculados no ano passado foi de 790 mil. O responsável avançou que a província dispõe de um stock de material calculado em quatro milhões de manuais escolares. O maior problema, frisou, está relacionado com a falta de transportes para a sua distribuição às escolas das zonas mais longínquas.
O director provincial disse que o sector regista 18 escolas encerradas por falta de professores.
A situação é mais grave nos municípios de Cuvango, Caconda, Chipindo, Caluquembe, Chicomba e Cacula, tendo em conta que há mais de três anos que não se realizam concursos públicos para admissão de novos agentes de ensino. A província precisa admitir pelo menos 3.095 professores, para suprir o défice actual.
As escolas encerradas e a falta de vagas deixa um total de 108 mil crianças sem estudar. Frisou que todos os anos a direcção provincial da Educação planifica as soluções para o efectivo necessário, em função da construção de novos estabelecimentos de ensino, morte, reforma ou transferências.
“Enquanto não houver disponibilidade financeira não podemos falar em admissão de novos agentes. A saída tem sido encaminhar as crianças com idade avançada para as aulas de alfabetização”.
O director provincial da Educação confirmou que a comparticipação vai ser generalizada para todas as escolas. 

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