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Mudança de atitude melhora o Ambiente

Estanislau Costa | Lubango

A mudança de atitudes e consciencialização de toda a sociedade são factores fundamentais para a preservação do ambiente e protecção do sistema ecológico provincial, nacional e mundial, afirmou o vice-governador para Esfera Económica da Huíla, Fernando Pontes Pereira.

A mudança de atitudes e consciencialização de toda a sociedade são factores fundamentais para a preservação do ambiente e protecção do sistema ecológico provincial, nacional e mundial, afirmou o vice-governador para Esfera Económica da Huíla, Fernando Pontes Pereira.
Para o efeito, considerou ser necessária a criação de mecanismos e instrumentos que permitam a gestão do ambiente, com melhor tratamento e integração das políticas e programas do governo favoráveis à obtenção de uma economia ecológica.
O vice-governador, que considera ainda como débeis o leque de informações disponíveis sobre o ecossistema, assim como as técnicas e tecnologias usáveis pelos cidadãos, defende que a educação e sensibilização sobre protecção do ambiente elevam os níveis de instrução da sociedade para a preservação do meio.
No sentido de se fortalecerem os passos atinentes à preservação ambiental, na província em particular e no país em geral, apelou ao envolvimento dos órgãos de comunicação social, professores de diversos níveis de ensino e à auto consciencialização de cada indivíduo. Os princípios e regras de boa convivência com o meio que rodeia o homem devem ser, cada vez mais, uma prática, tal como devem ser traçadas estratégias convincentes, de modo a que as futuras gerações tenham a possibilidade de gozar condignamente as condições oferecidas pela natureza.
Pontes Pereira, que discursou no acto de lançamento do kit temático de educação ambiental, realizado no Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango (ISCED), promovido pelo Comité Nacional do Planeta Terra (CNPT), do Ministério do Ambiente, sublinhou que os temas do kit de educação ambiental são instrumentos eficazes. Através deles, propaga-se a mensagem dos aspectos relacionados com a conservação e preservação da natureza, sobretudo no país. “Estão lançadas as bases para o começo de uma cultura económica ecológica que se paute pelo respeito de todas as questões ambientais”.
A cultura ecológica, explicou, tem a ver com a actuação responsável de todos, melhor gestão dos resíduos líquidos e sólidos, assentamento humano de acordo com os padrões estipulados, gestão ambiental, combate à desertificação, maior envolvimento empresarial e comunitária.
Participaram no lançamento do kit temático membros do governo, docentes e discentes universitários e filiados no núcleo da Associação do Ambiente da Huíla e de Organizações Não-Governamentais.
 
Fotografias do ambiente
 
O propósito de mostrar a degradação do ambiente em várias partes do planeta e as acções em curso no sentido de preservar o ecossistema motivaram o Banco Espírito Santo Angola (BESA) e o comité Nacional do Planeta Terra a realizar uma exposição fotográfica no hall do ISCED do Lubango.
Patente ao público durante 14 dias, a exposição “Salvar e preservar o planeta” reúne 80 fotos diversas. O coordenador do evento, António da Costa, explicou que ela “é uma forma de despertar as pessoas para os problemas do ambiente e cultivar hábitos de o preservar”.
O estudante de geografia do ISCED, Francisco Gonçalves, disse que a actual zona desértica que as fotos ilustram deve servir de lição sobre o avanço do deserto do Namibe, devido ao abate indiscriminado de árvores para produção de carvão de cozinha.
“Medidas correccionais devem ser tomadas para parar o alastramento do deserto do Namibe. Urge sensibilizar a população das zonas rurais para plantarem árvores e sobre as formas de abate de plantas utilizadas na produção de carvão”, disse.

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