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Municípios com circulação ameaçada

Estanislau Costa e Capitão Arem´s| Cuvango

A circulação rodoviária entre os municípios da Matala, Jamba e do Cuvango, na província da Huíla, pode estar interrompida, nos próximos tempos, em consequência do mau estado da ponte metálica, advertiu ontem o administrador da última localidade.

A ponte apresenta grandes fissuras e a continuação de fortes chuvas pode interromper o trânsito para a sede do Cuvango ou para a cidade de Menongue na província do Cuando Cubango
Fotografia: Estanislau Costa

Miguel Luís referiu que a degradação já atingiu consideravelmente os aterros laterais, uma situação provocada pelo aumento do caudal do rio Cubango, uma consequência das fortes chuvas. O administrador municipal de Cuvango informou ao Jornal de Angola que a ponte apresenta grandes fissuras e, se as fortes chuvas continuarem, o trânsito para a sede do Cuvango ou para a cidade de Menongue, na província do Cuando Cubango, fica cortado.
As chuvas causaram igualmente o aumento dos caudais dos riachos e danificaram diversos pontecos e outros sistemas que permitem a passagem hidráulica.
A situação era também grave em algumas zonas rurais, ameaçando o trabalho dos agricultores, comerciantes e compradores. A Administração Municipal realiza pequenas intervenções para mudar o quadro.
Apesar da reparação dos pontecos, o administrador considera o trabalho de paliativo, esperando que se façam posteriormente intervenções mais profundas assim que as chuvas cessarem. />Noutro campo, Miguel Luís referiu que, para se evitar sinistros entre os munícipes que constroem casas precárias em zonas de risco, a administração desenvolve acções de realojamento de várias famílias em locais mais seguros e onde foram criadas as mínimas condições de habitabilidade.
Entretanto, um total de 200 alunos do primeiro e segundo ciclo do ensino primário do Cuvango frequentam as aulas em condições precárias, devido ao desabamento de três escolas situadas nas áreas rurais.
O director municipal da Educação, Orlando Cambinda, que confirmou o facto, esclareceu que as escolas, construídas à base de adobes por membros das comunidades, foram destruídas pelas chuvas.
No presente ano lectivo, a província da Huíla matriculou 850 mil alunos em 1.826 escolas e o ensino e aprendizagem é assegurado por 18.195 professores, cifra que as autoridades escolares consideram ainda insuficiente para as necessidades locais.

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