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Nova campanha contra a malária

André Amaro |Lubango

Um total de 63 mil moradias dos municípios do Lubango e Chibia, na província da Huíla, estão a ser alvo de pulverização residual intradomiciliar desde segunda-feira, no âmbito da sétima campanha de prevenção contra a malária que está a ser desenvolvida pelas autoridades sanitárias e parceiros.

A campanha visa diminuir o ciclo de vida do mosquito causador da doença
Fotografia: André Amaro| Lubango

Um total de 63 mil moradias dos municípios do Lubango e Chibia, na Huíla, estão a ser alvo de pulverização residual intradomiciliar desde segunda-feira, no âmbito da sétima campanha de prevenção contra a malária, que está a ser desenvolvida pelas autoridades sanitárias e parceiros.
Para o êxito da campanha, que vai ter a duração de 36 dias, foram seleccionados 100 mobilizadores que, durante um mês, sensibilizaram as populações para a importância da pulverização. Integrados em 36 brigadas compostas por 22 membros cada, entre mobilizadores, agentes pulverizadores e responsáveis, que receberam formação nas respectivas áreas, vão desdobrar-se nos diferentes bairros urbanos e suburbanos dos dois municípios.
A responsável do departamento provincial de Saúde Pública na Huíla, Judite Santos, referiu que a pulverização residual intradomiciliar é uma das acções que o Executivo está a levar a cabo para a prevenção da malária. “Sendo a doença que lidera a lista de óbitos no país, o Executivo tem dado uma particular atenção na criação de condições para prevenção, diagnóstico e tratamento de casos, de acordo os protocolos nacionais”, explicou.
Além da pulverização, estão em curso na província acções para o incentivo ao uso dos de mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração e ao tratamento intermitente das mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.
O representante do Instituto norte-americano Triangular de Pesquisa, IRT, principal parceiro destes projectos, António Gomes, garantiu que as condições materiais e logísticas estão criadas para que milhares de casas sejam pulverizados durante a campanha. Para tal, o IRT disponibilizou para esta campanha 400 mil dólares para a aquisição dos insecticidas, bombas de pulverização, máscaras, luvas, fatos, botas de borracha, e para cobrir despesas com o transporte e subsídios para as equipas de trabalho.
O objectivo da campanha é a diminuição do ciclo de vida do mosquito causador da malária, através da desinfestação das casas e, consequentemente, os índices de casos de morte por malária.
A concretização de acções combinadas de prevenção, diagnósticos, tratamento da doença e a melhoria dos serviços básicos, está a contribuir para a redução do número de casos e óbitos na província da Huíla, referiu António Gomes.
No primeiro semestre de 2011, foram registados na província 22.744 casos de malária, dos quais 75 terminaram em óbito, o que representa uma redução na ordem dos 25 por cento em relação ao ano passado.
A distribuição de mosquiteiros tratados com insecticidas de longa duração, a luta antedatar, pulverização intradomiciliar e diagnóstico rápido, são acções que o Departamento de Saúde Pública e parceiros estão a privilegiar, segundo Judite Santos.

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