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Nova centralidade nasce na Quilemba

Estanislau Costa| Lubango

Mais de sete mil casas unifamiliares, do tipo T2, T3 e T4, foram construídas pela construtora chinesa CITIC, na nova centralidade da Quilemba, arredores da cidade do Lubango, no âmbito do programa de fomento habitacional, projectado para atingir 11 mil moradias.

O Governo provincial está apostado em cumprir o programa de fomento habitacional com a construção de urbanizações
Fotografia: Arão Martins| Lubango

O vice-gerente da CITIC, Zhn Peng, que avançou os dados ao Jornal de Angola, aquando da visita de constatação do governador João Marcelino Tyipinge, informou que, das casas construídas, 800 estão prontas para serem entregues.
A referida empreiteira, que demonstra empenho e qualidade nos trabalhos de construção civil, executa as obras num espaço de cinco mil hectares, onde jovens angolanos aprendem e aperfeiçoam as técnicas modernas de execução de obras. Um especialista chinês elogiou o envolvimento do pessoal nacional, por serem prestáveis.
As novas urbanizações foram criadas pelo Governo Provincial para aumentar a capacidade de albergar, de forma confortável e atractiva, um milhão e meio de pessoas. O Lubango possui igual número de pessoas, mas a maioria habita em condições pouco dignas, dada a pouca urbanização dos bairros.
Os cinco mil hectares do ordenamento da Quilemba vão absorver 700 mil pessoas. O projecto é feito nas unidades de execução 11 e 12, tidas como áreas nobres para implantação do programa. Foi ainda criada no local uma avenida estruturante, que vai ligar a outra avenida estruturante da centralidade da Eywa.
As duas avenidas, de acordo com dados do projecto, vão ter 36 quilómetros, sendo 17 para Quilemba e 18 para Eywa. A via já demarcada vai ter dois viadutos e as avenidas quatro faixas de rodagem, nos sentidos ascendente e descendente.
Já funcionam nos arredores da centralidade da Quilemba o mercado informal do Mutundo, com capacidade para mais de mil vendedores, escola do ensino primário, do II ciclo secundário do Nambambi, Magistério Primário do Lubango, duas bombas de combustível, uma agência bancária e outros serviços.
A dinâmica registada no curso das obras convenceu o governador da Huíla, que encorajou a empreiteira a continuar, para que haja condições de se cumprir os prazos estabelecidos.
Para além da concretização do projecto de monta, a cargo da construtora chinesa CITIC, um número considerável de lotes, com mil metros quadrados, foi distribuído à população na localidade, com o propósito de promover a auto-construção dirigida.
Os contemplados reagiram favoravelmente e juntam-se à nova centralidade casas construídas e ainda em obras.
Alguns jovens, com os alicerces das suas casas já concluídos, pedem aos bancos para serem mais dinâmicos e flexíveis na atribuição de créditos, para acelerar a construção de casas.
O enfermeiro Pedro Francisco, com as bases da casa concluídas, disse que “a burocracia do crédito à habitação atrapalha a vida dos jovens”.
“O matagal enorme transformou-se numa autêntica cidade moderna. Esta descrição ajusta-se à centralidade da Quilemba, que regista um movimento imparável de homens e máquinas de diversos tipos, todos os dias. Chineses e angolanos dão forma ao projecto do Executivo, que visa o fomento habitacional”, afirmam muitos engenheiros.

Casa própria

Os jovens estão expectantes quanto à concretização do projecto habitacional de grande envergadura, tendo a maioria considerado que o sonho da casa própria, num local nobre, com todas as infra-estruturas auxiliares, está cada vez mais próximo.
O enfermeiro António Pedro é um dos jovens que já começou a fazer poupanças dos seus rendimentos para o efeito.
“Estou a preparar-me com antecedência para, quando chegar a hora de entrega das casas, estar à altura de cumprir os requisitos e ter, a partir daí, a minha casa”, acrescentou.
Belmiro Lucas elogiou a iniciativa do Executivo em criar o projecto habitacional, por “ser uma aposta certa para o fomento de casas, criação de novas cidades, mais lindas em termos arquitectónicos, evitar a especulação de preços e minimizar a falta de casas que afecta principalmente os jovens”.

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