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Nova escola primária no município de Cacula

Estanislau Costa e Alfredo Chivia | Cacula

Um número considerável de alunos da povoação de Vihamba, município da Cacula, 100 quilómetros a norte da cidade do Lubango, conta, desde sexta-feira, com melhores condições para aprender a ler e escrever, com a entrega, à comunidade, da primeira escola, pelo governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge.

No acto da entrega do estabelecimento de ensino, construído no quadro da parceria com o Fundo de Apoio Social (FAS) e a União Europeia (EU), o governador Tyipinge aconselhou os alunos a darem prioridade aos estudos, “porque um país em paz só se desenvolve com muitos quadros, capazes de executar as suas tarefas”.
“Os encarregados de educação e tutores das crianças têm a responsabilidade de incentivar os seus educandos ao gosto pelos estudos, de modo a haver um bom aproveitamento e assegurar a formação de técnicos com mais qualidade e disponíveis para os desafios futuros”, disse.
Ao considerar o processo de ensino e aprendizagem uma responsabilidade de todos, João Marcelino Tyipinge defendeu a promoção de maior interacção entre encarregados de educação e professores, no sentido de se efectivarem os objectivos preconizados.
A escola, erguida na sequência da materialização do Projecto de Desenvolvimento Local (PDL), está implantada num espaço de 500 metros quadrados e, além das salas de aulas, possui dois gabinetes para os responsáveis, sala dos professores, de reuniões, cantina, balneários e um pátio de lazer e recreação.
 O Jornal de Angola soube que foram empregues na construção do imóvel 36 milhões de kwanzas. A empreitada contempla duas moradias apetrechadas com mobiliário diverso, para acomodar os professores transferidos temporariamente para a povoação da Vihamba.
As casas, orçadas em 15 milhões de kwanzas, vão facilitar a vida dos professores que tinham de retornar diariamente à vila da Cacula ou à sede da província da Huíla, Lubango.
O governador João Marcelino Tyipinge apelou às autoridades a controlarem mais os professores. “Os professores já não têm razões para regressar à vila depois das aulas, por estarem criadas as condições adequadas para a acomodação”, disse, para aconselhar que a deslocação à cidade deve ser feita só nos fins de semana. A administradora municipal de Cacula, Carme Duarte, que cuida da circunscrição há menos de oito meses, destacou a materialização do programa Angola Jovem, por favorecer a construção de 60 casas do tipo T3, numa zona urbanizada, onde foram também instalados sistemas de distribuição de energia eléctrica e água potável.
 A construtora local Omatapalo encarregou-se das obras que envolveram centenas de técnicos nacionais e expatriados.

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