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Nova ponte facilita a circulação na Huíla

Arão Martins| Quipungo e Estanislau Costa| Lubango

As trocas comerciais e a circulação de pessoas e bens entre os municípios de Quipungo e Cacula, na Huíla, estão facilitadas com a reposição da ponte sobre o rio Caimumbua.

A ponte sobre o rio Caimumbua foi inaugurada pelo governador João Marcelino Tyipinge permite mais trocas comerciais na região
Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

A ponte, que tem 30 metros de cumprimento e quatro de largura, foi inaugurada pelo governador João Marcelino Tyipinge, na presença dos administradores municipais da Cacula, Aurélio Firmino, e de Quipungo, Cândida Ukali.
O administrador municipal da Cacula, Aurélio Firmino, disse que a ponte   facilita a circulação de pessoas e bens e, com a sua inauguração, fica para traz o sofrimento das crianças que percorriam longas distâncias, da comuna de Chiquaqueia à missão Católica do Sendi, para assistirem às aulas.
A ponte vai melhorar as trocas comerciais e fazer com que as populações de Quipungo levem os seus produtos ao município de Cacula e vice-versa.
Os comerciantes circulam agora mais seguramente com as suas viaturas. A administradora municipal da Chibia, Cândida Ukali, disse que as obras de construção da nova ponte duraram 180 dias e que a população circula sem medo de ser devorada por jacarés, que têm ameaçado os animais e pessoas.
A administradora municipal de Quipungo disse que a ponte é uma oportunidade para as pessoas terem opções para se deslocarem ao Lubango e aos municípios de Quilengues, Caconda, Caluquembe, e mesmo às províncias do Huambo e Benguela.

Chuvas causam danos

As enxurradas que fustigaram a cidade do Lubango, nos dois últimos meses,  provocaram danos enormes às estradas do casco urbano e suburbano, com repercussões sérias na circulação rodoviária, resíduos sólidos em vários pontos e aumento das crateras. Os vários buracos existentes em algumas avenidas da urbe e na periferia são motivos para reclamações dos automobilistas e peões, por colocar em causa a conservação dos veículos e a própria segurança das pessoas, por haver riscos de acidentes.
Os automobilistas e citadinos apelam à administração municipal do Lubango ou às autoridades dos bairros considerados mais críticos a sinalizarem melhor os buracos que surgem nas vias, fundamentalmente aqueles de maior perigosidade.
O taxista Francisco Cândido acha ser necessário criar e materializar programas que visam direccionar correctamente a drenagem da água das chuvas, numa cidade com desnível acentuado, em que quando a água escorre arrasta areia, pedras e outros objectos.
A água, disse, que sai do cimo da serra da Chela e outros pontos, escorre com muita pressão para o centro da cidade, arrastando o que estiver a frente até as zonas baixas do Lubango e danifica o asfalto e os acessos terraplanados.
Já o estudante Arlindo Kamundala, que acusa as enxurradas desta época de terem danificado a imagem das terras da Chela, defendeu a requalificação da zona periférica, para a reabertura das áreas de drenagem das águas.
“Lubango e outras cidades do país assoladas pelas fortes chuvas, para resgatarem o seu valor cativante e admirável merecem do verdadeiro empenho, dedicação e comparticipação de todos os habitantes e visitantes”, disse.
Arlindo Kamundala notou que alguns munícipes e não só ignoram os princípios de cidadania, marimbam-se das suas responsabilidades e contribuem para sujar a cidade, deitando objectos ou o lixo em locais impróprios
“É verdade que as chuvas provocaram muitos buracos no Lubango, mas é inaceitável haver pessoas com comportamentos indecorosos na municipalidade, deitando objectos pela janela de veículos, escrevendo nas paredes, arrancando as árvores, plantadas, etc.”, disse. A administração municipal do Lubango, preocupada com a situação actual da urbe, está a envidar esforços para minimizar os prejuízos provocados pelas chuvas na via pública, contando, para o efeito, com empresas locais, que já se disponibilizaram em prestar apoio nas áreas mais críticas.
O administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, informou que já foi solicitada às várias empresas privadas que actuam na cidade para “ajudar a administração neste momento difícil, apadrinhando algumas ruas e bairros, onde algumas empreiteiras já estão a trabalhar, na reparação de certas ruas”.
Neste momento está a ser reparado o enorme buraco provocado pelas chuvas na via que dá acesso ao bairro da Mitcha, assim como prossegue a emenda de forma paliativa das principais avenidas da urbe, minimizando assim os constrangimentos provocados à circulação rodoviária.

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