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Novas escolas facilitam ingresso de alunos

Estanislau Costa | Lubango

A construção e reabilitação de um número considerável de escolas, nas zonas urbanas e rurais da província da Huíla, vai aumentar o ingresso de crianças em idade escolar, de 7.400 para 8.500, no próximo ano lectivo.

Os estabelecimentos de ensino construídos no âmbito do programa de combate à pobreza permitiram o acesso de milhares de crianças
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

A evolução da execução de projectos dos sectores da Saúde e Educação permitiu implantar infra-estruturas nas zonas mais recônditas da província, assim como criar condições condignas na prestação de serviços à população. Também serviu para incentivar as famílias a inserir as crianças na escolas e buscar a cura de doenças nos centros e postos médicos.
Nas localidades do Jau e Quihita, município da Chibia, estão disponíveis duas escolas do primeiro ciclo do ensino primário e secundário com seis salas de aulas cada, sala de professores, área administrativa, cantina e outros compartimentos para enquadrar mais de 1.700 crianças em três turnos.
Os estabelecimentos de ensino, construídos com a materialização do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, orçaram em 60 milhões kwanzas. O soba da povoação da Tchakaka, Francisco Tchiongolola, considerou importante para a comunidade a nova escola.
Francisco Tchiongolola disse que as crianças “quando completavam a idade de ingressar na escola, viam-se obrigadas a caminhar seis a dez quilómetros para terem acesso ao ensino, situação que levou à desistência de muitos alunos e os pais preferiam levá-los para a pastorícia”.
“Agora não queremos ver mais crianças fora do ensino, porque já existem escolas para aprenderem a ler e a escrever. Têm todos de estudar para saberem assinar o seu nome”, afirmou o soba, que garantiu ajudar a cuidar da imagem do património público. O pastor da Igreja Evangélica, Alberto Calovala, defendeu a construção de casas ou pequenos internatos para acomodar os professores, enfermeiros e técnicos da agricultura provenientes da sede provincial ou de outros pontos do país. “A construção destas infra-estruturas é importante, pois ajuda ao desenvolvimento das povoações das zonas mais recônditas da província.
Portanto, já é possível concentrar mais técnicos e evitar o absentismo de professores e enfermeiros nos postos de trabalho”, disse. Alberto Calovala enalteceu os programas e o trabalho do Executivo que é extensivo a todas as localidades rurais do país, mas disse ser fundamental a construção de pequenos internatos para cativar os bons técnicos.
A materialização dos programas fez com que as infra-estruturas escolares do município da Chibia registassem um aumento de 111 escolas. Está projectada para o próximo ano a construção de novos estabelecimentos de ensino.
Nos últimos doze meses foram entregues pelo Governo Provincial da Huíla infra-estruturas e­quipadas com meios diversos aos habitantes residentes nos 14 municípios que contribuíram para a melhoria substancial da prestação de serviços.
Ao todo, 313 empreendimentos, entre escolas de vários níveis, fogos habitacionais, comandos e postos policiais, tanques banheiros, mangas de vacinação, fábricas de blocos, centros e postos foram colocados à disposição da população.
Sistemas geradores de energia, administrações municipais e comunais ampliadas e outras construídas, parques infantis, clubes recreativos, 30 quilómetros de estradas terraplenadas em três municípios constam ainda entre os novos equipamentos.
A nova equipa do Governo Provincial que está no início da sua actividade, além das inauguradas, conclui as obras de cerca de 64 projectos nos 14 municípios que compõe a província da Huíla. Em fase de conclusão estão cerca de 169 projectos.

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