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Novas infra-estruturas atraem jovens a Cacula

Estanislau Costa| Cacula

A conclusão das obras de impacto social em Cacula, elevada à categoria de município há dois anos, está a atrair quadros de várias especialidades, capazes de dar nova dinâmica ao desenvolvimento ao município.

Executivo construiu casas para satisfação das necessidades dos jovens que asseguram o funcionamento de diversos serviços no município
Fotografia: Estanislau Costa| Huíla

Os quadros, com realce para professores, enfermeiros, técnicos de construção civil, agrónomos e veterinários, não hesitaram em fixar residência nas três comunas do município, face à existência de condições de acomodação.
As várias acções do Executivo, como o Programa Angola Jovem, Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate a Pobreza, Fomento Habitacional, Investimentos Públicos e Água para Todos, estão a mudar a imagem do município.
Na vila de Cacula, saltam à vista as novas infra-estruturas, com realce para a administração municipal, as casas para o juiz e procurador, e as 80 casas T3 em fase de distribuição. O município, que viu melhorado o acesso com a reconstrução do troço de 50 quilómetros até à sede de Quilengues, tem prevista a construção de mais 180 residências.
O Programa Angola Jovem construiu 60 casas para satisfação das necessidades dos jovens que asseguram o funcionamento de diversos serviços do município. A construtora nacional Omatapalo construiu, durante seis meses, os imóveis numa área de 64 mil metros quadrados. A construção das 200 casas em cada um dos 14 municípios da província da Huíla motiva os jovens professores, enfermeiros, veterinários e outros a deixarem os principais centros urbanos.
Laurinda Ngueve e Marla Catarina trocaram a cidade do Lubango pela nova escola de 12 salas do I Ciclo do ensino secundário da vila de Cacula. As duas professoras disseram ao Jornal de Angola que preferiram a vila por conseguirem o primeiro emprego e terem casa para viver com os filhos.  As  professoras, que fazem parte do grupo de 60 jovens habilitados a uma casa no novo bairro da juventude, afirmaram estar satisfeitas por concretizar o sonho da casa própria, numa área com condições urbanísticas aceitáveis.
Laurinda Ngueve, há dois anos a exercer a docência, disse ter recebido uma “casa em condições e  bonita” e com três quatros, sala, WC, cozinha e um quintal vasto. A professora está também satisfeita com a expansão das telecomunicações, a instalação do Balcão Único do Empreendedor e de um centro de formação profissional.

Projectado crescimento

O município de Cacula, 87 quilómetros a norte da cidade do Lubango, possui mais de 76 mil habitantes. O aumento demográfico exige das autoridades uma aposta contínua no aumento do número de escolas, postos e centros de saúde, e a recuperação de vias secundárias e terciárias. O soba João Francisco, que reconhece os feitos do Executivo no município, considerou necessária a construção de mais sistemas de captação e distribuição de água potável, mangas de vacinação, tanques banheiros e bebedouros para o gado, assim como mais apoios para os camponeses e agricultores.
Os habitantes de Cacula, disse, devem ajudar as autoridades para tornar o município numa referência na agro-pecuária e produção de milho, massambala, massango, feijão e leguminosas, para abastecer com fartura os mercados da província e de outras localidades do país.
O administrador municipal da Cacula, Aurélio Firmino, afirmou que, além de uma escola de 12 salas, já inaugurada, outros dois estabelecimentos de ensino com o mesmo número de salas estão em fase de conclusão.  Neste momento, está à disposição dos munícipes o cemitério, centro comunitário infantil e uma ambulância. O arranque de cursos de serralharia, informática, electricidade, electrónica e mecânica no centro de formação profissional vai dar outro impulso à execução das obras de construção de estradas secundárias e terciárias e ao ordenamento do território.
A administração prevê erguer infra-estruturas para reforçar o poder local, com destaque para as administrações comunais, casas protocolares, comando e esquadras policiais, palácio da Justiça e repartição fiscal. Prevê-se também a construção de uma central termoeléctrica.

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