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Novas infra-estruturas para desenvolvimento da vila

Estanislau Costa | Lubango

Armando Nguelengue foi surpreendido, durante a quadra natalícia, pela visita inesperada do amigo de longa data, Afonso Kambole, à sua residência no Chipindo, provícia da Huíla.

A circulação de pessoas e mercadorias está mais fluída e segura com a aquisição e instalação de uma ponte metálica
Fotografia: Arão Martins|Chipindo

Armando Nguelengue foi surpreendido, durante a quadra natalícia, pela visita inesperada do amigo de longa data, Afonso Kambole, à sua residência no Chipindo, provícia da Huíla.
Os dois anciãos conversaram sobre as mudanças operadas na terra. “Estou muito admirado com tudo o que vejo agora na sede de Chipindo. A vila desenvolveu rápido e está mais bonita”, disse Kambole.
Nguelengue disse ao amigo que depois do alcance da paz, a única infra-estrutura que tinha restado era uma parte da igreja católica. O resto estava tudo destruído. Nem rua havia na sede. Só se podia divisar os casebres feitos de pau-a-pique e de adobe cobertos de capim onde viviam as famílias que resistiram à guerra.
Nguelengue revelou que após nove anos de paz, a vila de Chipindo registou avanços favoráveis ao bem-estar da população, desenvolvimento social e económico. Estão criadas as condições político-administrativas necessárias para o funcionamento público.
Kambole afirmou que valeu a pena visitar Chipindo, para observar o seu novo aspecto, fruto dos vários programas criados e executados pelo governo provincial. As estruturas da administração municipal, as dez casas do tipo T2, o centro infantil comunitário, a morgue e outras estruturas são novas.
O ancião referiu-se à abertura de novas ruas, reparação das antigas e instalação de mais de 200 postes de iluminação pública, que conferem mais vida e ambiente salutar às avenidas da sede municipal, no período nocturno.
Armando Nguelengue falou também da melhoria das condições de vida das pessoas, principalmente dos idosos. Os mais velhos de Chipindo não se sentem abandonados. A secção da Assistência e Reinserção Social executa um programa específico para apoio às pessoas idosas e famílias desfavorecidas. É regularmente entregue uma cesta básica composta por farinha, óleo vegetal, açúcar, peixe seco e roupa usada.
O Jornal de Angola apurou que são assistidos mais de 800 idosos e famílias desfavorecidas. Os contemplados residem nas aldeias de Camaha, Lussano, Tchimbumbula, Mbuandangui, Capembe, Sangueve, Tchitata e sector do Bunjei.

Performance da reconstrução

Os programas de Investimentos Públicos do governo provincial da Huíla, de Intervenção Municipal e o Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza executados nos últimos três anos deram novo impulso ao município de Chipindo, 456 quilómetros a leste da cidade do Lubango. A materialização do recente Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza criou novas infra-estruturas públicas, uma casa T4, centro municipal de saúde, ampliação da escola nº 19, dois postos médicos e activou a actividade empresarial da construção civil.
Novas estruturas do sector da Saúde apetrechadas com equipamentos e medicamentos diversos foram erguidas na sede municipal e nas localidades de Buloteque e Ndovala. Candeeiro Bringo, chefe da repartição de Saúde do Chipindo, garantiu que a assistência sanitária já é feita em todas as localidades do município.
O funcionamento das unidades hospitalares é assegurado por mais de 105 enfermeiros. No centro municipal de Saúde com 50 camas, funcionam os serviços de clínica geral, maternidade, pediatria, Programa  Alargado de Vacinação, cuidados intensivos e aconselhamento às mulheres em gestação.

Os passos da educação

Os programas do Executivo, além da Saúde, deram particular atenção ao sector da Educação, com a construção de mais 25 salas na sede de Chipindo e nas localidades de Capembe, Ndovala e Buloteque. O responsável da repartição da Educação, Moisés Kassinda, considera as novas escolas como um reforço capaz de inserir mais crianças no sistema de ensino e aprendizagem. As novas infra-estruturas de ensino criaram três mil vagas, quantidade que vai fazer com que muitas crianças deixem de se concentrar na sede para estudar. No ano lectivo passado, frequentaram aulas em vários níveis 52.000 alunos em 45 escolas. Para ocupar as crianças dos três aos cinco anos de idade e adaptá-las ao meio extra-familiar, o novo Centro Infantil Comunitário (PIC-PEC) de Chipindo enquadrou 200 crianças e além de servir refeições diversas, promove jogos educativos, pequenos exercícios físicos e actividades de recreação e lazer.
O centro tem capacidade para 650 crianças e possui duas salas de actividades manuais, de recreação, refeitório, gabinetes e um pátio vasto. Os pais e encarregados de educação, afirma a técnica do MINARS, Maria Teresa, têm agora a oportunidade de trazer diariamente as crianças ao centro ao invés de abandoná-las em casa enquanto trabalham.

Ponte favorável à circulação

A circulação de pessoas e mercadorias está mais fluida e segura com a aquisição e instalação de uma ponte metálica sobre o rio Cunene, no troço que liga os municípios de Chipindo, província da Huíla, e Cáala, Huambo.
O director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) na Huíla, Florêncio Teófilo, informou que a montagem das pontes metálicas responde às solicitações das autoridades tradicionais e população sobre a melhoria das passagens nas estradas secundárias e terciárias. Florêncio Teófilo disse que está em curso o programa que visa a substituição de todas as pontes de pau-a-pique por metálicas, capacitadas para suportar camiões de grande porte e facilitar o escoamento da produção agrícola.
O administrador municipal de Chipindo, Daniel Salupassa, disse que “a partir de agora começa uma nova era nas trocas comerciais entre os produtores locais e os fornecedores dos centros urbanos. As pontes estreitaram o comércio”.
O administrador frisou que os rios Cusso e Cuengue contam igualmente com pontes metálicas.

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