Províncias

Novas obras ficam concluídas em Dezembro

Domingos Mucuta | Lubango

Os novos empreendimentos de impacto social, construídos em Caluquembe, Caconda e Quilengues, no âmbito dos Programas Municipais Integrados de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, ficam concluídos em Dezembro, anunciaram as autoridades locais.

Vice-governador reuniu com os administradores para traçar novas estratégias de actuação visando o desenvolvimento da província
Fotografia: Domingos Mucuta | Lubango

Os novos empreendimentos de impacto social, construídos em Caluquembe, Caconda e Quilengues, no âmbito dos Programas Municipais Integrados de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, ficam concluídos em Dezembro, anunciaram as autoridades locais.
No município de Caluquembe, onde foram inauguradas há dias as primeiras infra-estruturas de impacto social, estão em fase de conclusão as obras de duas escolas, cada uma com seis salas, e do parque infantil, além das de ampliação de um centro de saúde.
O investimento total de 168 milhões de kwanzas contempla também a construção e reabilitação de três sistemas semi-integrados de captação e distribuição de água potável, já inaugurados, latrinas públicas e estradas e pontes na localidade de Vatuco, Vila Branca, Cabuena II e Calepi.
O administrador municipal de Caluquembe, Alexandre Chitacumbi, afirmou que o programa de cuidados primários de saúde permitiu a aquisição de medicamentos, camas e produtos alimentares para melhorar a dieta dos pacientes que acorrem ao centro de saúde.
O município de Caconda está também apostado em desenvolver infra-estruturas sociais básicas no sector da educação e da saúde e as vias de comunicação, referiu o administrador local, Adão César, que anunciou que estão a ser construídas e equipadas duas escolas, de seis salas, casas para professores e postos médicos e adquiridas carteiras e outro mobiliário para os antigos estabelecimentos de ensino.
Adão César garantiu que as obras ficam prontas até 16 de Dezembro. “O programa de combate à pobreza está prestes a terminar e os resultados da execução do programa são positivos, a julgar pelo número de empreendimentos de impacto social já inaugurados e prestes ficarem concluídos”, afirmou.
Nestas infra-estruturas foram investidos mais de 191,5 milhões de kwanzas. A administração adquiriu também material de limpeza e higiene para a recolha de resíduos sólidos e pára-raios para instituições públicas. O programa de cuidados primários de saúde contemplou a reabilitação do antigo centro municipal e a construção, na localidade de Chicambi, de um posto de saúde.
O administrador de Quilengues referiu a importância do programa dos cuidados primários de saúde e elogiou a aposta da transferência para a administração municipal da gestão dos recursos do sector.
O programa, disse Armando Vieira, está a ter um impacto positivo nas populações, com a melhoria substancial da assistência sanitária.
“Os centros e postos de saúde têm mais medicamentos essenciais e materiais gastáveis e as campanhas de vacinação são suportadas pelas secções municipais de saúde”, declarou. O administrador disse estar preocupado com as verbas atribuídas ao município para o pagamento das obras e recordou que dos mais de 191 milhões de kwanzas previstos no programa de combate à pobreza cerca de 181 milhões já foram aplicados em obras. O programa de merenda escolar, coordenado pelo governo provincial, beneficia 1.340 alunos em cinco escolas deste município.
O vice-governador da Huíla para o sector económico disse que a redução da pobreza das populações é dos maiores desafios do Executivo.Sérgio da Cunha Velho afirmou que o problema está a ser tratado no quadro da execução da política macroeconómica e no âmbito da descentralização administrativa.


Desafios do Executivo


Os objectivos principais do programa, referiu, são a integração dos grupos vulneráveis, o acesso aos serviços sociais básicos, o incentivo à população para participar nas decisões e o reforço da capacidade institucional.
O vice-governador defendeu a abertura das administrações municipais para permitir o envolvimento dos representantes da população na tomada de decisões adequadas quanto à satisfação de necessidades de vária índole. A tomada de decisões, frisou, não é apenas dos administradores e por isso damos uma importância muito grande aos conselhos de auscultação social e à sociedade civil. A morosidade dos bancos credenciados na concessão do Crédito de Campanha Agrícola aos pequenos e grandes camponeses associados em cooperativas preocupa os administradores municipais de Caconda, Caluquembe e Quilengues.
Os administradores, que manifestaram a preocupação numa reunião de balanço dos Programas Municipais Integrados de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, na zona norte da província, disseram que o atraso compromete as actividades dos agricultores na presente época agrícola.
O administrador do município de Caconda lamentou que, até agora, dos 260 camponeses que solicitaram crédito apenas 106 tenham sido contemplados pelo programa, iniciado há aproximadamente dois anos. “O Programa de Crédito da Campanha agrícola está atrasado”, concluiu o administrador, que salientou a entrega, aos primeiros contemplados, de três tractores e das alfaias, de 25 motobombas e de 50 animais de tracção.
O administrador de Quilengues também lamentou que o seu município registe um atraso na atribuição do crédito por parte das instituições financeiras. Armando Vieira sublinhou que o atraso na atribuição do crédito aos camponeses pode ter influência na produção da época agrícola, que já começou.
 “O grande receio é que o crédito possa vir tarde, pois a campanha começou há muito tempo e não sabemos quando é que os bancos começam a disponibilizar os instrumentos solicitados pelos camponeses”, salientou.
Os camponeses do município de Caluquembe aguardam também pela luz verde dos bancos, referiu o administrador Alexandre Chitacumbi.

Tempo

Multimédia