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Novo edifício da Faculdade de Medicina vai albergar mais de dois mil estudantes

Estanislau Costa | Lubango

As novas instalações da Faculdade de Medicina, da Universidade Mandume ya Ndemufayo, adstrita à VI Região Académica, cujas obras terminaram recentemente, vão albergar 2.160 estudantes a partir do próximo ano lectivo.

Nova infra-estrutura escolar está apetrechada para as exigências do curso de Medicina
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro | Lubango

O imóvel, que vai ser inaugurado brevemente, foi construído pela empresa chinesa Citic, na Centralidade da Quilemba, situada a 10 quilómetros da cidade do Lubango. Com dois pisos, o empreendimento tem 48 compartimentos onde estão situados 24 salas de aula, 16 divisórias que vão albergar biblioteca, laboratórios, anfiteatro, entre outros serviços técnicos e administrativos.
O Jornal de Angola constatou que a infra-estrutura tem um refeitório, sala dos professores, repartição para serviços administrativos, ginásio e um campo polivalente para as aulas de educação física e prática de diversas modalidades desportivas.
A decana da Faculdade de Medicina, Ana Gerardo, manifestou-se satisfeita com a construção da imponente infra-estrutura e o respectivo apetrecho, sublinhado que “estão criadas as condições” para que, no próximo ano lectivo, sejam transferidos para o local 562 estudantes das instalações provisórias onde funcionam a Faculdade há 10 anos.
“As nossas atenções estão neste momento centradas nos preparativos da inauguração do imóvel, agendada para a próxima semana. Estamos satisfeitos porque, finalmente, temos as condições exigidas para o funcionamento de um curso de Medicina”, frisou.
A académica disse que os constrangimentos que se observam durante as aulas nas actuais instalações, devido à exiguidade do espaço, vão estar ultrapassados, com o funcionamento do novo empreendimento. Antes, alguns professores tinham de ministrar um tema em duas aulas devido a exiguidade do espaço, pois tinham de dar lugar também, no mesmo período, a outras turmas . Agora, com a nova escola, este embaraço já não terá lugar, segundo Ana Gerardo.
“A formação de qualidade passa por infra-estruturas condignas, superação constante dos docentes, meios de ensino e aprendizagem credíveis”, sustentou, para acrescentar: “no novo edifício, serão adicionados mais meios para as várias disciplinas de especialização.”
Ana Gerardo disse que, actualmente, as aulas na Faculdade de Medicina decorrem em dez compartimentos provisórios, distribuídos em vários pontos da cidade, concretamente no Hospital Central do Lubango, Escola Primária do Benfica e num espaço da Faculdade de Direito.
Recordou que, quando as aulas arrancaram na Faculdade, em 2009, existiam apenas 60 estudantes cuja outorga dos diplomas de licenciatura teve lugar em 2014. “Hoje, aumentou o número de estudantes, entre eles jovens provenientes de outras províncias.”

Satisfação dos estudantes
As novas infra-estruturas da Faculdade de Medicina e o respectivo apetrecho estão a merecer elogios de estudantes e futuros candidatos ao curso, alegadamente por se afigurar como mais-valia para a melhoria da qualidade do ensino.
A estudante do 2ºAno, Ângela do Rosário, 19 anos, disse que a área da Quilemba, onde está situado o imóvel, “oferece condições apropriadas para os alunos estudarem sem perturbação, pois não tem a movimentação agitada de viaturas nem de pessoas como em algumas artérias da cidade do Lubango.”
Para Rozeth Fela, jovem que há alguns tenta ingressar na universidade, as novas infra-estruturas são um ganho para a província, e concomitantemente para o país, pois mais pessoas terão o acesso às aulas nesta Faculdade.
“Fiz três vezes exames de acesso à faculdade e não consegui entrar porque havia poucas vagas para o elevado número de concorrentes. Agora, que a Faculdade vai albergar mais alunos, as chances de conseguir passar nas provas de acesso são claramente maiores”, admitiu Rozeth Fela.

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