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Novo bloco operatório em Caluquembe

Arão Martins | Caluquembe

A partir do próximo mês de Agosto entra em funcionamento, no hospital de Caluquembe, na província da Huíla, um novo bloco operatório, com equipamentos que permitem prestar uma melhor assistência aos doentes, anunciou ontem, ao Jornal de Angola, o presidente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA).

Novo bloco operatório começa a funcionar no mês de Agosto com equipamentos modernos
Fotografia: Arão Martins | Caluquembe

O reverendo Dinis Marcolino disse que, além do bloco operatório, estão igualmente a ser reabilitadas e ampliadas a maternidade e a pediatria do hospital de Caluquembe, referindo que tais obras fazem parte de um projecto iniciado em 2014, tutelado directamente pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e financiado pelo Executivo.     
 “Na audiência que nos foi concedida pelo Presidente da República, solicitámos a reabilitação do hospital e da missão de Caluquembe. Felizmente, e para a nossa alegria, estão em marcha as obras que sempre perspectivámos” sustentou.
As obras abrangem ainda a reabilitação e ampliação do hospital Sanatório e da Leprosaria local.
A IESA destaca-se como uma das parceiras do Governo, contribuindo na construção, desde 2006, de várias escolas. Em 2006, disse o reverendo Dinis Marcolino, foi lançado um repto nas comunidades para a construção de salas de aula, para permitir que as crianças tivessem acesso ao processo de ensino até à concretização da entrada em funcionamento da Universidade Evangélica Sinodal de Angola . Nesta perspectiva, foi possível construir mais de três mil salas de aula e dar início ao funcionamento da Universidade Evangélica Sinodal de Angola (IESA), que funciona há  anos.
Este ano, o Instituto Superior vai lançar no mercado de trabalho os 60 primeiros  licenciados em Sociologia. Em relação ao hospital de Caluquembe, o reverendo disse tratar-se de um marco histórico. “Algumas vezes se confunde o hospital com a igreja. Já houve tempos em que o hospital era mais conhecido do que a própria igreja”, realçou, quem admite, ainda, o défice do número de profissionais da saúde que prestam serviço à unidade sanitária.
O reverendo Dinis Marcolino lembrou que o hospital está acoplado a uma escola de base, desde 1974, com vista a formar enfermeiros, mas referiu que, há cinco anos, o estabelecimento de ensino passou a instituto médio e muitos técnicos que concluíram a sua formação engrossaram o quadro clínico.   
 No quadro do programa de Combate à Fome e à Pobreza, Dinis Marcolino disse que a igreja está a incentivar a população a dedicar-se ao cultivo de soja, de modo a diversificar a dieta alimentar. Mais de 500 famílias participam desta actividade.
 A produção do mel é outro programa que está a ser desenvolvido com sucesso pela igreja. Dinis Marcolino esclareceu que já foram criadas 25 colmeias e a meta é atingir, até ao final deste ano, 100.

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