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Novo hospital melhora assistência especializada

Estanislau Costa | Lubango

Mais de mil mulheres grávidas estão neste momento a receber assistência médica especializada no hospital materno infantil, erguido na centralidade do Nangueve, arredores do município de Caluquembe.

Hospital materno infantil foi construído ao abrigo do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

A unidade hospitalar, projectada para internar 20 mulheres, possui uma área de pré-parto e pós-parto, banco de urgência, consultas pré-natais, banco de urgência, cuidados intensivos, laboratório, sala de espera, entre outros serviços.
O imóvel, inaugurado pelo governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, custou cerca de 45 milhões de kwanzas e foi construído ao abrigo do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza.
O governador, que entregou um enxoval à primeira bebé nascida no hospital, considerou que estão criadas as condições para as gestantes beneficiarem de assistência adequada e terem um parto seguro e saudável.
No hospital podem ainda ser feitas consultas de planeamento familiar, aconselhamento sobre prevenção de doenças como a malária, diarreias agudas, febre tifóide e tuberculose. Também podem ser curadas doenças sexualmente transmissíveis.

Médicos de especialidade

O director municipal da Saúde, Gusmão António, disse a Jornal de Angola que os serviços são assegurados por três médicos de diversas especialidades e 30 enfermeiros. O programa de consultas gratuitas designado “Saúde, Um Bem para Todos”, criado pela direcção provincial da Saúde, abrange mais de 70 mil pessoas das zonas rurais da província da Huíla.
As equipas, compostas por médicos angolanos e cubanos, além de enfermeiros, desdobraram-se nos municípios e comunas. Nas localidades de Chianje, Sandula, Negola, Calepi, sede de Quilengues, Caconda, Quipungo, entre outras, foram realizadas consultas gratuitas de ortopedia, oftalmologia, urologia, obstetrícia, pediatria, otorrinolaringologia, ginecologia, cardiologia, estomatologia e cardiologia. Para prevenir o contágio de doenças, foram vacinadas muitas crianças das zonas mais recônditas contra o sarampo, poliomielite, febre-a­marela, assim como administradas vitamina A e albendazol. O director provincial da Saúde na Huíla, Altino Matias, afirmou que o programa de assistência médica e medicamentosa gratuita nas comunidades vai prosseguir, até abranger as populações dos municípios de Cacula, Matala, Caconda, Jamba, Cuvango, Chipindo, Humpata e Chicomba. Altino Matos valorizou a iniciativa do Executivo, por permitir detectar várias patologias desconhecidas pelos pacientes. “Alguns doentes não sabiam que tinham malária, má nutrição aguda, deficiência visual e as mulheres em gestação não deram conta que a gravidez era ectópica”. O soba dos Gambos, Fernando Colombela, elogiou a iniciativa do Ministério da Saúde pelo programa “Saúde, Um Bem para Todos”.
“As pessoas das comunas e povoações estão, pela primeira vez, a ser consultados pelos médicos e a receber medicamentos de graça”, realçou.
Esta iniciativa, disse, é um ganho da paz, porque os médicos nunca vieram às sanzalas para cuidar das pessoas. “Reafirmo que o Governo deve continuar o programa, porque nesta região há gente que desconhece que está doente e não vai ao posto de saúde para se curada”, disse.

Centro descongestionado

O primeiro centro municipal de saúde de referência aberto em Caluquembe há três anos, deixou de registar enchentes de pacientes, com o enquadramento de mais enfermeiros e a entrada em funcionamento do hospital materno infantil, postos e centros médicos, erguidos nas comunas.
O centro, com capacidade para internar 48 doentes, possui um bloco operatório, área de curativos, consultas externas, banco de urgência, farmácia e armazém de medicamentos.

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