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Novos médicos para o Cuvango

Arão Martins | Cuvango

A assistência médica e medicamentosa aos habitantes do município do Cuvango, na província da Huíla, vai conhecer, nos próximos tempos, melhorias significativas, com a colocação de seis médicos especialistas em medicina geral, pediatria e maternidade.

Autoridades da província da Huíla garantem o reforço em breve dos cuidados primários de saúde em comunidades do Cuvango
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro | Huíla

Os novos reforços para o município surgem no quadro do programa do Executivo de prestar cuidados de saúde e melhoria da assistência hospitalar, explicou o director municipal da Saúde do Cuvango, Cláudio Maria Afonso.
O responsável avançou que a região possui uma população estimada em 78.684 habitantes e está desprovida de médicos, dai a circular do Ministério da Saúde determinar a chegada, em breve, de seis médicos. Informou que as autoridades administrativas, por orientação do Governo Provincial da Huíla, estão a preparar as condições de habitação para os médicos, uma vez que a chegada dos mesmos vai proporcionar ganhos consideráveis para a assistência médica e medicamentosa. Com isso, muitos habitantes podem deixar de ir ao município da Matala, que dista 135 quilómetros a oeste da sede municipal do Cuvango, acredita o director da Saúde.
Cláudio Afonso salientou que os médicos vão ficar fixados na sede do município, por falta de condições nas comunas e vai ser feita a estratégia avançada móvel, de forma periódica para as comunas de Vicungo, Galangue, Kupapala (antigo KM 50).
O município de Cuvango tem 25 unidades sanitárias, das quais quatro centros de referência e um hospital municipal. Esses serviços contam com os préstimos de 78 técnicos efectivos e 48 eventuais.
O director municipal da Saúde do Cuvango salientou que o número ainda é insuficiente, por causa da procura e pelas poucas unidades sanitárias disponíveis. Por exemplo, o Hospital Municipal dispõe apenas de 50 camas e funciona com 12 técnicos.
Por outro lado, mais de três mil mosquiteiros tratados com insecticidas foram distribuídos até Maio, no município do Cuvango, com vista a reduzir a incidência da malária nas comunidades.

Combate à malária


O director municipal da Saúde explicou que foi feita uma nova catalogação das áreas consideradas de principais focos da malária a nível do município, onde vão ser também levadas a cabo acções de educação para saúde. Claúdio Maria Afonso disse que Cuvango é uma região rica em rios e muitos pessoas, depois de receber o mosquiteiro, usam-no na pesca. “Precisamos mudar o quadro, para que efectivamente a população colabore naquilo que são os objectivos de reduzir os casos de malária, que é a principal causa da mortalidade materna e infantil”, defendeu.
Para inverter o quadro da doença mais frequente, a malária, as autoridades sanitárias continuam a trabalhar na prevenção da saúde, uma acção que envolve as igrejas e autoridades tradicionais, no sentido de promover o saneamento básico, com a criação de aterros sanitários, latrinas e eliminar os focos de lixo e águas paradas nas comunidades, disse o director municipal da Saúde.

Casos de tuberculose

As autoridades sanitárias do Cuvango registaram, no primeiro trimestre deste ano, 39 casos de tuberculose. Destes, cinco foram em menores de 14 anos e outros 34 a adultos.No mesmo período, foram curados 15 pacientes e 18 abandonaram a assistência hospitalar com um óbito. A direcção municipal da Saúde informou que a instituição controlava 222 doentes de tuberculose, até o mês passado, com 183 casos antigos, dos quais 17 menores de 14 anos e 166 adultos.
Durante o mesmo período, 1.113 pessoas foram aconselhadas e testadas, sendo 46 crianças, 233 homens, 220 mulheres em idade fértil e 614 mulheres grávidas. Registaram-se 25 casos positivos de VIH/Sida, sem óbitos.

Situação da nutrição


A direcção municipal de Saúde do Cuvango controla 19 unidades com programa de tratamento pré-ambulatório de nutrição, que têm o registo de 1.440 doentes ambulatórios antigos.
As instituições controlam ainda 937 doentes admitidos, o que perfaz um total de 2.377 pacientes, numa altura em que foram curados 579 e registou-se quatro óbitos. Nesse período, foram registados 93 abandonos ao tratamento, assim como transferiu-se 11 casos.

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