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Novos postos são instalados no Lubango

Arão Martins| Lubango

Um grupo de 40 postos de transformação de energia eléctrica, instalados no centro e em bairros periféricos do Lubango pela direcção provincial de Electricidade na Huíla, entra em funcionamento até Março 2014.

Deputados da Assemblena Nacional foram ver de perto o andamento dos trabalhos
Fotografia: Arão Martins| Lubango

O director provincial da Empresa Nacional de Electricidade (ENE) na Huíla, João Pinto, disse que os Postos de Transformação vão contribuir para a qualidade de energia que é distribuída nos bairros periféricos do Lubango.
Ao falar à imprensa durante a visita realizada pelo deputado e presidente da bancada parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, e pelo governador João Marcelino Tyipinge, à central térmica da Arimba, garantiu que os trabalhos de colocação dos novos postos estão em fase final.
Com a entrada em funcionamento dos postos de transformação, a capacidade de distribuição de energia aumenta 20 por cento nos bairros, salientou João Pinto, que referiu, ainda, que com a entrada em funcionamento da central térmica de Arimba, as cinco linhas que tinham sido projectadas vão estar operacionais.
O director provincial da ENE disse que sempre que se há uma avaria os clientes reclamam, o que é de direito, mas contrapôs que muitos deles não pagam a energia eléctrica que consomem. Devido a esse não pagamento, a direcção provincial da ENE tem trabalhado com as administrações dos bairros no sentido de esclarecer a população para a obrigação do pagamento. O único problema que a empresa vive actualmente na Huíla está relacionado com a expansão da rede de distribuição.
“A nível de produção estamos bem. Temos problemas na distribuição, porque a cidade continua a crescer. Temos as novas centralidades e os bairros periféricos que vão crescendo e nem sempre conseguimos, em tempo oportuno, acompanhar a dinâmica”, notou.

Novas centralidade

Uma potência de 10 mega watts é suficiente para fornecer energia eléctrica, de forma efectiva, às centralidades da Eywa e Quilemba, disse o director da ENE na Huíla.
João Pinto informou que as centralidades vão necessitar de uma potência elevada para a montagem, no local, de uma subestação, além da instalação de um sistema interligado entre o centro e sul, de 220 quilowatts.
 “Estamos a expandir a rede com aquilo que temos. Ainda não estamos muito bem financeiramente para fazer grandes projectos. Mas estamos a fazer algumas obras pontuais e, conforme disse, até Março vamos pôr em serviço quase 40 PTs novos”, realçou.
A direcção provincial de Electricidade na Huíla vai, a partir do próximo ano, avançar com o sistema de consumo de energia pré-pago, para que cada cliente pague a consumir aquilo que efectivamente pagou. João Pinto disse que este sistema é um investimento caro, tendo em conta a sua instalação.

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