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Novos sistemas de abastecimento de água na Huíla

Domingos Mucuta| Arão Martins| Lubango

A população das sedes dos municípios de Cacula, Jamba e Matala, na província da Huíla, vai ter mais água potável a partir do próximo ano, depois da conclusão das obras de extensão do sistema de abastecimento, em curso desde anteontem.

Serviço de distribuição de água potável está a ser estendido a zonas mais longínquas
Fotografia: Arão Martins

O início das obras em Cacula foi testemunhado pelo secretário de Estado da Energia e Águas, Joaquim Ventura, e pelo governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge.
O novo sistema de captação e fornecimento de água potável do mais recente município da Huíla, cujas obras estão avaliadas em 14,3 milhões de dólares, vai beneficiar mais de 10 mil pessoas, abastecidas actualmente com restrições.
O sistema, que tem como fonte de captação o rio Ecamba, vai bombear 95 metros cúbicos de água por hora para os reservatórios da estação de tratamento.
As obras incluem a instalação de condutas de 355 milímetros, reservatórios, redes de distribuição de 37 quilómetros de extensão, 439 ligações domiciliárias e 578 ligações às torneiras de quintais, além de oito chafarizes.
O secretário de Estado da Energia e Águas colocou na terça-feira a primeira pedra para a construção de um sistema semelhante no município da Jamba, orçado em 20 milhões de dólares, e outro no município da Matala, cujo valor não foi revelado. Estima-se que mais de 50 mil pessoas consumam água tratada após a conclusão das obras nos dois municípios.
No quadro da melhoria das condições sociais, estão a ser instaladas redes de electricidade nos bairros do Cuawa, Quilembas e Tchavola. A administradora de Cacula, Cármen Duarte, felicitou o governo central por esta iniciativa, que visa melhorar a qualidade de vida da população.
O governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, considerou que este é o primeiro passo para elevar as condições de vida em Cacula, que ascendeu à categoria de município há menos de cinco anos.
O secretário de Estado Joaquim Ventura disse que o projecto vai criar emprego durante a execução das obras e aumentar a qualidade de vida da população.
“O nível de doenças vai diminuir, porque a água vai ter um padrão de qualidade aceitável para a saúde humana e nenhuma senhora vai mais andar longas distâncias para lavar a roupa”, assinalou.

Bolsas de estudo

O programa de candidaturas para bolsas de estudo de Washington, ao abrigo da Iniciativa Presidencial para Jovens Líderes Africanos (YALI), que acontece todos os anos, nos Estados Unidos da América (EUA), foi apresentando aos estudantes universitários do Lubango, capital da província da Huíla.
O representante da secção de Imprensa, Cultura e Educação da Embaixada dos EUA em Angola, Manuel Mungongo, explicou que as inscrições em Angola abrem no próximo dia 21 e têm o prazo de um mês. Manuel Mungongo explicou que o programa “Young African Leader Initiative” (YALI) conta com o alto patrocínio do Presidente Barack Obama e visa incrementar o envolvimento entre os EUA e a nova vaga de líderes do continente africano.
“Para isso, a iniciativa leva a­nualmente para os Estados Unidos cerca de mil jovens dirigentes, onde os contemplados recebem, além de formação académica, formação sobre liderança e acompanhamento de mentores, com vista ao desenvolvimento de oportunidades únicas em África, pondo em prática os novos ensinamentos ao serviço do crescimento económico, da prosperidade e do fortalecimento das instituições democráticas”, disse.
Para o caso de Angola, referiu, a Embaixada dos EUA tem uma equipa da secção de Imprensa, Cultura e Educação constituída por seis membros, que estão a realizar palestras de esclarecimento sobre os critérios e moldes de candidatura ao programa.
No ano passado foram beneficiados três estudantes da província da Huíla. “Todos os anos, com a abertura das inscrições, temos mais de 600 candidaturas e o ano passado foram atribuídas 18 bolsas”, disse.
Sem adiantar o número de bolsas a serem atribuídas este ano, Manuel Mungongo esclareceu apenas que a candidatura é aberta a jovens talentosos e líderes nas suas comunidades, com idades entre 18 e 35 anos. “Os jovens que promovem a higiene no seu bairro e mobilizam os vizinhos para acções comunitárias são preferenciais”, ressaltou o responsável da Embaixada. 
A sessão de esclarecimento contou com a participação de estudantes universitários do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UMN) e instituições superiores particulares.

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