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Número de cidadãos sem documentos preocupa as autoridades do município

Domingos Mucuta | Lubango

Um grande número habitantes do município de Caluquembe, na província da Huíla, estão sem documentos de identificação, revelou esta semana o administrador local, Alexandre Chitacumbi.

As autoridades administrativas e organizações sociais continuam a sensibilizar a população sobre a importância do registo civil
Fotografia: Domingos Macuta|Lubango

Um grande número habitantes do município de Caluquembe, na província da Huíla, estão sem documentos de identificação, revelou esta semana o administrador local, Alexandre Chitacumbi.
A maioria dos cidadãos sem documentos é constituída por adultos, adiantou o responsável, que evocou razões culturais, além da falta de mobilidade das brigadas de registo.
O município tem quadros capacitados e dispõe de uma conservatória que funciona desde a Independência nacional, mas a pouca adesão das pessoas dificulta o processo de registo de nascimentos.
Alexandre Chitacumbi disse que as autoridades administrativas, em parceria com as organizações sociais, continuam a sensibilizar a população sobre a importância do registo de nascimento na vida dos cidadãos, sobretudo das crianças em idade escolar.
“Temos realizado trabalho de sensibilização da população sobre a importância do registo civil. Temos problemas culturais, estamos a trabalhar para inverter o quadro”, referiu.
O vice-governador da Huíla para a Área Política e Social, José Nataniel, referiu que o registo de nascimento decorre em simultâneo com o processo de actualização do registo eleitoral no interior da província. José Nataniel assegurou que o objectivo é aproveitar a aglomeração da população para, em simultâneo, contemplar os cidadãos sem registo de nascimento.
O vice-governador criticou alguns responsáveis das repartições municipais de registo civil que, segundo afirmou, estão confinados nos gabinetes, ao invés de irem ao encontro da população.
Sublinhou que o registo de nascimento é um direito, que pode ser facilitado através do atestado de pobreza passado pelas administrações municipais às famílias de baixos rendimentos.
“Se não registarmos a nossa população, estamos a agredir um direito à cidadania. Só é cidadão nacional quando estiver identificado, por meio de um documento passado pelos serviços de registo civil”, alertou.
José Nataniel apelou aos sobas e às autoridades religiosas para mobilizarem a população para aderir ao registo de nascimento.

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