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Obras paralisadas devido às chuvas

André Amaro | Lubango

A paralisação de algumas obras de reconstrução de estradas interprovinciais e municipais, na província da Huíla, em consequência das enxurradas que se abatem com frequência nestas paragens, está a preocupar a direcção local do Instituto Nacional de Estrada de Angola (INEA).

As empresas construtoras lamentam o facto de que parte do troço já havia sido reparado
Fotografia: André Amaro

A paralisação de algumas obras de reconstrução de estradas interprovinciais e municipais, na província da Huíla, em consequência das enxurradas que se abatem com frequência nestas paragens, está a preocupar a direcção local do Instituto Nacional de Estrada de Angola (INEA). O director Florêncio Teófilo disse que a maioria das obras de reabilitação de estradas foram interrompidas, porque as águas das chuvas estão a atrapalhar a implantação de solos argilosos e nivelamento, entre outras acções.
Neste momento, estão paralisadas obras que já estavam num estado avançado, dos troços Ma-
tala/Cutato em direcção ao Kuando-Kubango, Cacula/Qulengues na estrada para Benguela, Kuvango/Chipindo, Caluquembe/Caconda e Matala/Mulondo, vias fundamentais para circulação interprovincial e municipal.
Florêncio Teófilo disse que a situação é preocupante, uma vez que retarda a conclusão das obras dentro dos prazos contratuais estabelecidos e dificulta a circulação de pessoas e mercadorias com maior fluidez e segurança. “As empresas construtoras às quais foram adjudicadas as empreitadas lamentam o facto das chuvas destruírem parte do que já foi executado, com realce para algumas passagens hidráulicas e valas de drenagem.
Os troços Matala/Mulondo e  Cuvango/Chibindo, com 120 e 105 quilómetros, são os mais preocupantes”, alegou.
As chuvas, afirmou, estão a causar consequências nas infra-estruturas rodoviárias, como o deslizamento de pedra e solos na serra da Leba, tendo inviabilizado em finais do mês de Fevereiro, a circulação rodoviária entre as cidades do Lubango e Namibe. “Constatou-se a destruição de uma ponte entre Caluquembe/Caconda onde, para reposição da circulação, foi instalada uma ponte provisória de estrutura metálica.   Situação idêntica ocorreu na ponte sob o rio Coloi, no município da Jamba, que vai também beneficiar de uma intervenção do INEA”, disse.Florêncio Teófilo adiantou que o INEA possui algum material para instalação de pontes metálicas nos pontos críticos.

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