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Obras da nova estrada avançam a grande velocidade

Domingos Mucuta | Lubango

As obras da nova estrada entre Caconda e Chipindo, na Huíla, numa distância de 96 quilómetros, decorrem sem obstáculos, afirmou terça-feira o director da empreiteira Planasul.

O governador João Marcelino Tyipinge e membros do Governo da Huíla avaliaram as obras da nova estrada que decorre a ritmo acelerado
Fotografia: Domingos Mucuta|Lubango

Hernâni Silva explicou, durante uma visita do governador João Marcelino Tyipinge, que neste momento mais de 24 quilómetros já foram asfaltados e 74 quilómetros, até ao rio Cunene, terraplanados.
O director da empreiteira garantiu que, até finais de Setembro do próximo ano, o tapete asfáltico chega ao rio Cunene, 22 quilómetros antes de atingir a sede do município de Chipindo. A conclusão das obras está prevista para o final de Dezembro de 2014.
Os trabalhos são feitos por 230 trabalhadores nacionais e sete estrangeiros. Um quilómetro por dia é asfaltado. Hernâni Silva disse que factores alheios à empresa, como a chuva, têm condicionado o curso normal dos trabalhos.
As obras abrangem trabalhos de desmatação, nivelamento da via, colocação de sistema de drenagem e substituição de três pontes, com realce para o viaduto do rio Cunene.
O director da Planasul disse que a empresa está a usar tecnologia de última geração, com análises laboratoriais dos solos, com padrões internacionais, para a garantia da qualidade  da referida obra.
Hernâni Silva prometeu também a reabilitação da ponte sobre o rio Cupacassa, entre o Lubango e Caconda. O actual viaduto é do tempo colonial e fica submerso pelas águas das chuvas, devido ao aumento do nível do caudal do rio.

Chipindo à espera

Os habitantes do município de Chipindo aguardam com grande expectativa a conclusão das obras da nova estrada. As más condições das estradas que dão acesso à sede do município, situado 450 quilometres a norte do Lubango, é apontada pelo administrador de Chipindo como factor que atrasa o desenvolvimento da região.
Miguel Salupassa disse que a degradação das vias de comunicação está na base do fraco investimentos dos empresários interessados em explorar alguns sectores económicos. A alternativa, frisou, tem sido a cidade do Huambo, onde os munícipes procuram produtos que lhes faltam na região.
O administrador de Chipindo considera que as estradas são factores determinantes para que o município se desenvolva no “verdadeiro sentido da palavra”, pois permitem o trânsito de pessoas e bens.
O município precisa de estabelecimentos comerciais capazes de oferecer produtos essenciais e uma agência bancária. A população do município é abastecida por pequenos comerciantes, que exercem o comércio precário e oferecem produtos de primeira necessidade a preços exorbitantes.
A via de acesso a partir do desvio de Cuima, que dá acesso à sede municipal de Chipindo, é uma das que apresenta más condições de circulação rodoviária. “O mau estado da estrada condiciona a implantação de bancos e outros estabelecimentos comerciais no nosso município, porque as operadoras têm dificuldades em circular”.
A estrada de Caconda abre boas perspectivas para mais investimenos, segundo a administradora. O acesso à sede do município de Chipindo pode ser feito pelo desvio do Cuima (Huambo), Cuvango e Caconda, todos de terra batida.

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