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Obras da nova Maternidade do Lubango paralisadas

Arão Martins e Domingos Mucuta | Lubango

A reestruturação das áreas técnicas por parte do Ministério da Saúde é o motivo que levou à paralisação das obras de construção da nova maternidade, levadas a cabo na centralidade da Eywa, revelou ontem, no Lubango, o fiscal da obra.

Empresa encarregada pelas obras está neste momento a trabalhar na redefinição das áreas técnicas o que fez registar uma paralisação
Fotografia: Arão Martins | Lubango

Ildásio Pataca, da empresa fiscalizadora da obra, iniciada em 2012, referiu que o Ministério da Saúde, no quadro do programa de reestruturação da obra, está a trabalhar na redefinição das áreas técnicas, o que fez com que os trabalhos registem uma paralisação, para evitar refazer o que for feito.
 O fiscal da obra assegurou que o Governo Provincial da Huíla cumpriu com o pagamento das fases acordadas, conforme o lavrado no contrato. A paralisação dos trabalhos não tem nada a ver com a falta de pagamento, mas por motivos de reestruturação das áreas técnicas levadas a cabo pelo Ministério da Saúde.
“Houve a necessidade de parar para se evitarem correcções mais tarde. Estamos a aguardar pelo veredicto final da acção, no sentido de darmos sequência aos trabalhos, que vão trazer benefícios valiosos à população”, disse o responsável da empresa fiscalizadora.
Ildásio Pataca esclareceu ainda que foram registadas algumas indefinições nas áreas dos blocos operatórios.
 Dai aguardar-se pela resposta do Ministério da Saúde a fim de ser dada sequência aos trabalhos.O fiscal explicou que a obra começou em 2012 e a sua conclusão estava prevista para Agosto de 2014.
 A  paralisação vai fazer com que o prazo da entrega seja igualmente alterado.
As obras da nova maternidade do Lubango, que estão a ser levadas a cabo numa área de sete hectares, dividida em quatro blocos, que compreendem dois pisos, são financiadas pelo Programa de Investimentos Públicos (PIP).

Unidade moderna


Quando as obras terminarem, a unidade hospitalar vai ter uma capacidade para internar 365 parturientes e dispõe de diversos serviços.
A nova unidade clínica vai dispor de blocos operatórios, banco de urgência, cuidados intensivos, salas de partos, obstetrícia e outras valências.
O governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, acompanhado por funcionários do Governo Provincial, visitou ontem as obras, na centralidade da Eywa, município do Lubango.
O director da Saúde, Altino Matias, disse que o governador, após visitar a obra, deu orientações aos órgãos locais, principalmente ao Gabinete de Estudos e Planeamento para entrar em contacto com os órgãos do Ministério da Saúde, Finanças e do Planeamento, no sentido de serem resolvidas as questões das indefinições técnicas, com vista a ser retomada a obra.

Missão do Tchivinguuiro

O centro materno infantil da Missão Católica do Tchivinguiro dispõe desde ontem de melhores condições para prestar um serviço de mais qualidade aos pacientes, após a entrega de bens pela esposa do governador provincial da Huíla.
 Guilhermina Tyipingue entregou 20 camas, igual número de colchões, lençóis, cobertores, dez bancas e material didáctico para a escola da Missão Católica, no quadro do programa de solidariedade.
A directora do centro materno infantil, Rosalina de Jesus, agradeceu a generosidade da esposa do governador provincial, numa altura em que a unidade sanitária, com capacidade de internamento para dez pacientes, enfrentava problemas para receber os pacientes.
Rosalina de Jesus disse que agora há mais camas e é possível fazer mais internamentos. A luta agora passa pela aquisição de mobiliário e pela melhoria das condições para os funcionários administrativos.
A chefe de enfermagem do centro materno infantil, Maria da Conceição, informou que o tecto do hospital também reclama substituição, uma vez que no tempo da chuva há infiltração de água.
Maria da Conceição sublinhou que o centro está abastecido com medicamentos essenciais, distribuídos regularmente pela Administração Municipal da Humpata, no quadro do programa de cuidados primários.A unidade sanitária tem serviços de consultas de urgência, gerais, pediatria, nutrição, maternidade e vacinação.
Estas áreas são asseguradas por cinco enfermeiros, mas para o seu melhor funcionamento precisa de mais dez técnicos. “Os casos mais graves são encaminhados para Caholo e para a sede do município da Humpata”, informou.
Neste momento, a unidade hospitalar não dispõe de ambulância e a transferência de doentes graves é feita emviaturas dos familiares de pacientes, numa via degradada e em terra batida.
O administrador municipal da Humpata, Januário Lombe, assegurou que brevemente vai ser instalado um grupo gerador no centro materno infantil para evitar partos realizados à luz de vela naquela unidade sanitária.
A Missão Católica do Tchivinguiro foi fundada em 1937 e deu formação a muitos dirigentes da província da Huíla, incluindo a esposa do governador, que fez ali o ensino primário.

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