Províncias

Obras nas estradas são bem recebidas

Os automobilistas que fazem com regularidade o trajecto Lubango-Benguela estão satisfeitos com a retomada das obras de reconstrução da estrada Cacula-Quilengues, com 56 quilómetros, por ser neste momento a via que provoca muitos desgastes aos veículos ligeiros e pesados.  

Administrador Armando Vieira
Fotografia: Estanislau Costa

Os automobilistas que fazem com regularidade o trajecto Lubango-Benguela estão satisfeitos com a retomada das obras de reconstrução do troço Cacula-Quilengues, com 56 quilómetros, por ser neste momento a via que provoca muitos desgastes aos veículos ligeiros e pesados.
O camionista Francisco Cabinda, 49 anos, que fazia novos apertos às rodas da Scania, depois de passar a ponte sobre o rio Cuporolo, disse ao Jornal de Angola que uma boa parte do troço Cacula-Quilengues já está preparada para receber novo asfalto.
“Estão já prontos alguns sistemas de drenagem das águas das chuvas, pontes pequenas e terra argilosa compactada no pavimento. Penso que está para breve a implantação do asfalto e concluir duma vez por todas as obras do troço, que iniciaram há dois anos.”
 Adão Naufila, um jovem negociante de viaturas de Benguela, diz que o dono da obra e a empresa encarregue da mesma “devem acelerar o processo de reconstrução do troço, por causa das chuvas que estão para breve. Se a plataforma preparada para receber asfalto continuar assim, as enxurradas vão destruir outra vez tudo”.
Francisco Cabinda e Adão Naufila elogiaram as melhorias feitas na via alternativa por reduzir substancialmente o desgaste das viaturas e fadiga das pessoas. “A empresa limpou a picada e eliminou os buracos, encurtando o tempo de viagem dos camiões para Benguela, de seis para três horas”.
 Quilengues é uma referência para os viajantes do Lubango ou Benguela. Mas as condições actuais do troço embaraçam o movimento de turistas, para desfrutar das belezas da vila. Por exemplo, a professora Amélia Ngueve deixou de se deslocar com frequência às duas cidades para passar o fim-de-semana.
 Amélia Ngueve é apologista da conclusão breve do troço para evitar acidentes, sobretudo na época chuvosa, inviabilizar o trânsito de pessoas e mercadorias, as melhores oportunidades de negócio ou de exploração dos recursos minerais que abundam na zona.
 “Neste momento, temos viajado de autocarro ou táxi em boas estradas, da sede da província da Huíla para quase todos os municípios. Já só falta reparar a estrada Cacula-Quilengues, para termos mais conforto e segurança durante o trajecto”.  O director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) na Huíla, Florêncio Teófilo, afirmou que as obras no troço Cacula-Quilengues retomaram depois da substituição da empreiteira Prolage pela Engevia, que está neste momento a preparar a plataforma, terraplenar, reparar e a criar pontos de drenagem das águas pluviais e das chuvas.
Em relação ao que já foi executado, no dizer do director, é positivo e a nova dinâmica da empresa oferece garantias do troço ser concluído nos prazos acordados. Os automobilistas devem circular por enquanto na via alternativa, criada para não danificar a plataforma já existente nalguns troços.


Novo impulso ao progresso
 

A nomeação na quinta-feira passada do novo administrador do município de Quilengues, Armando Vieira, pelo governador da província da Huíla, Isaac Maria dos Anjos, vai impulsionar o progresso daquelas paragens se se tiver em conta o dinamismo e qualidades do actual sucessor de Salomão Agostinho, que entra na reforma.
Armando Vieira, que toma posse na terça-feira, vai prosseguir com o Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, que prescreve a construção de três escolas, com seis salas cada, nas sedes das comunas de Impulo, Dinde e na povoação de Camulemba.
 Para o sector da Educação, consta ainda a distribuição de merenda escolar em cinco escolas, para incentivar os alunos a frequentar mais as escolas, assimilarem os conteúdos e evitar possíveis desistências. No mesmo projecto, é igualmente erguida a estrutura da repartição municipal da Educação.
 O município possui neste momento 56 salas e estão inseridos no processo de ensino e aprendizagem 29.240 alunos, do ensino primário ao segundo ciclo do ensino secundário. O processo é assegurado por 865 professores.
 O programa criado pelo Executivo contempla também os cuidados primários de saúde de forma gratuita. O chefe da repartição de Saúde de Quilengues, Gabriel Adriano, disse que o programa está a permitir estender os serviços de saúde às zonas mais recônditas, onde são vacinados recém-nascidos e adultos.  A assistência médica e medicamentosa, afirmou, aumentou a afluência de pacientes e familiares aos 17 postos médicos, facto que permite o controlo de doenças, combate a tempo, sensibilizar e mobilizar as pessoas à observância de cuidados para prevenir o contágio de doenças.
Disse que as doenças mais frequentes são malária, febre tifóide, diarreias agudas, bilharziose, malnutrição, entre outras. Mas a pronta intervenção dos técnicos de saúde e assistência gratuita com medicamentos adequados, contribuiu para a redução dos casos de morte.
 

Energia e água


O abastecimento de energia eléctrica à vila de Quilengues é feito através de uma nova central térmica, projectada para gerar em 24 horas, sete megawatts. As obras concluíram em Novembro último e a central contempla um número considerável de casas, beneficiando mais de 60 mil populares.
O governo investiu 70 milhões de kwanzas, tendo as obras abrangido também a montagem de 80 postes de iluminação pública. Com isso, as avenidas da circunscrição apresentam um novo cenário nos períodos nocturnos, incluindo as zonas rurais, devido ao aproveitamento dos postes antigos.
 A construção de sistemas de captação e distribuição de água potável, no âmbito do programa “Água para Todos”, aumentou a capacidade de abastecimento de dez mil para 30 mil consumidores. A rede de captação e distribuição antiga leva água canalizada a mais de nove mil famílias.  O município está situado numa zona muito seca e com pouca água nas superfícies.
Por isso, o desempenho das autoridades em trazer água mais próximo da população e melhorar o abastecimento visa a prevenção de doenças, que são causadas pelo consumo de água imprópria.
 Nas comunas e povoações, foram instalados mais de 40 furos de captação e montados 37 sistemas de distribuição.
 

Melhor mobilidade dos camponeses



A circulação de pessoas e mercadorias nas comunas de Quicuco-Impulu, Dinde e em algumas povoações vai melhorar com as obras de reabilitação das vias secundárias e terciárias. A primeira fase contempla 110 quilómetros de estrada a serem terraplenados e reparados os sistemas de drenagem e pontes. 
Os produtores agro-pecuários da comuna do Dinde elogiaram as autoridades pelas reparações, que vão facilitar o acesso à sede e atrair comerciantes de vários pontos do município e da província da Huíla interessados em adquirir alimentos no campo.

Tempo

Multimédia