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Operadores de alimentos em formação no Lubango

Domingos Mucuta| Lubango

Os técnicos das empresas que operam alimentos na província da Huíla estão, desde ontem, na cidade do Lubango, em formação sobre as medidas e procedimentos adequados de higiene e segurança alimentar, numa iniciativa do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC).

Direcção do INADEC está a realizar acções de formação sobre as medidas e procedimentos adequados de higiene e segurança alimentar
Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

O curso, enquadrado no Programa de Formação em Higiene e Segurança Alimentar, lançado no ano passado pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, abrange 220 técnicos de indústrias e comerciantes, que durante cinco dias vão consolidar conhecimentos sobre o manuseio de géneros alimentícios e saúde pública
A directora nacional do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, Paulina Semedo, sublinhou que as empresas que produzem, manuseiam, fornecem e distribuem produtos alimentares reconhecem a necessidade cada vez maior de demonstrar e documentar as condições de controlo com impactos na qualidade alimentar, de modo a garantir produtos inócuos para a saúde e seguros.
Paulina Semedo disse que a higiene e segurança alimentar e as boas práticas do comércio são de capital importância para empresas e instituições que operam no sector alimentar, mas também para a população. Acrescentou que a segurança dos produtos alimentares constitui uma preocupação premente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e uma condição necessária ao reforço da protecção e do bem-estar das pessoas.
A directora do INADEC frisou que o sector alimentar é um dos que têm maior impacto juntos dos consumidores, porque todos consomem géneros alimentícios. “Independentemente da idade e da condição social, a segurança alimentar é uma temática que deve preocupar a todos, pelas possíveis consequências que a incorrecta manipulação de alimentos pode causar na saúde dos consumidores, por isso estão todos implicados nesta problemática”, disse Paulina Semedo.

Formação alargada

O Programa Nacional de Formação em Higiene e Segurança Alimentar vai ser levado a todas as províncias com o objectivo de dotar os operadores de técnicas adequadas para o cumprimento de regras de higiene e segurança alimentar, boas práticas de comércio e começa já este ano a ser alargado onde existirem condições adequadas.
As acções de formação vão contribuir para potenciar o exercício de funções e permite fazê-lo de forma consciente e informada. Esta fase acontece depois da formação de todos os técnicos do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor sobre a matéria.
As províncias de Luanda, Benguela e Huíla assumiram a formação dos seus técnicos. A província de Benguela já formou 350 técnicos na área do sector alimentar. Luanda formou até agora100.

Produtos amigos da saúde

“A meta do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor é garantir que todas as empresas do sector alimentar possam ter acesso ao processo de formação, contribuindo para a melhoria dos serviços no sector do comércio, promover a saúde pública e satisfazer as expectativas do consumidor encontrando nas prateleiras das cantinas, lojas e supermercados produtos inofensivos para a saúde e seguros”, disse Paulina Semedo.
O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor foi criado a 25 de Julho de 1997, com o objectivo de promover a política de salvaguarda dos direitos dos consumidores, coordenar e executar as medidas tendentes à protecção, informação e educação dos cidadãos e empresas.
O curso para técnicos de empresas que operam com produtos alimentares está enquadrado no Programa de Formação em Higiene e Segurança Alimentar e representa um avanço importante na defesa dos consumidores. Para o INEDEC, consumo segurança alimentar são factores a preservar.

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