Províncias

Órfãos e desamparados beneficiam de ajuda

Arão Martins | Lubango

As crianças órfãs e desamparadas da Aldeia SOS do Lubango receberam uma doação de quatro milhões de kwanzas.

Director da aldeia SOS diz que têm recebido vários apoios mas apela para que outras instituições contribuam para diminuir as dificuldades
Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

Os órfãos, além da doação pecuniária, feita pela empresa Casinos de Angola, no quadro da sua acção social denominada “Programa de Solidariedade e Esperança”, receberam também 100 cobertores, máquinas de lavar roupa e panelas de pressão.
A empresa doou igualmente roupa de cama, colchões, mochilas de escola, talheres, copos, televisores, arcas, entre outros bens, numa cerimónia que contou com a presença do ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Paihama, membros do Governo da Huíla, líderes religiosos e representantes da sociedade civil.
O responsável pela área de marketing da empresa Casinos de Angola, Tiago de Sousa, disse que o grupo encara os investimentos em projectos sociais como um estímulo para o fortalecimento da sociedade civil e sua crescente mobilização para soluções de problemas.
Tiago de Sousa esclareceu que desde 2010 o grupo patrocina, na íntegra, quatro casas da Aldeia de Crianças SOS a nível do Lubango, um contributo que se estendeu agora para cinco casas.
O técnico de marketing disse que o projecto prevê ainda o pagamento na totalidade da alimentação, bens de higiene pessoal, vestuário, material escolar, saúde e actividades educacionais para 50 órfãos da aldeia. O director geral da aldeia SOS do Lubango, Artur Catihe, disse que desde cedo, a empresa Casinos de Angola uniu-se ao movimento de solidariedade a favor da criança órfã, abandonada e necessitada do Lubango, acolhidas e amparadas na aldeia.

Subsídio alimentar

O responsável da SOS reconheceu que a grande ajuda que têm recebido, consubstanciada no pagamento do subsídio familiar e bens materiais diversos das quatro casas da aldeia, diminui e atenua as dificuldades de alimentação, vestuário, educação e outras necessidades das crianças da aldeia.
A Aldeia SOS, organização humanitária sem fins lucrativos, que opera em Angola há mais de 16 anos, controla três zonas das províncias da Huíla, Benguela e Huambo.

Orçamento da Aldeia

No Lubango, a aldeia controla 129 crianças residentes nas casas familiares e 518 que vivem com as famílias biológicas nas comunidades carentes da Mapunda, Calumbiro e Nossa Senhora do Monte.
Artur Catihe afirmou que a Aldeia SOS do Lubango opera anualmente com um orçamento de cerca de 100,5 milhões de kwanzas. Mas este este ano, a verba registou um aumento de mais 85 milhões de kwanzas, destinados aos gastos de alimentação, saúde, entre outros bens diversos. O director disse que o papel social a favor das camadas mais vulneráveis e desfavorecidas da sociedade demonstra o amor, afecto e carinho para com esta camada e permite o seu desenvolvimento sustentável. A  Aldeia de Crianças SOS do Lubango tem 13 casas, com igual número de mães e seis tias que cuidam das crianças, disse. “Na aldeia, o menor encontra uma mãe e uma família, que proporcionam um crescimento aceitável para o bem-estar do órfão e desamparado.”
A direcção da Aldeia SOS disse que tem recebido ajudas, mas apela para que mais instituições contribuam para a diminuição dos problemas das crianças necessitadas.

Os grandes desafios

O director Artur Catihe apontou a inserção dos jovens da Aldeia no mercado de trabalho, o acesso gratuito de identificação das crianças da Aldeia, a inclusão das famílias vulneráveis da comunidade no pacote básico alimentar aprovados pelo Estado como os grandes desafios.
A absorção da organização como organismo da função pública, colocação nos estabelecimentos de ensino de professores, educadoras de infância e enfermeiros, assim como a manutenção definitiva da estrada de acesso à Aldeia são outras preocupações da direcção.
A organização “Aldeia de Crianças”, que controla três aldeias em Angola, é um movimento internacional não-governamental de fins não lucrativos. Foi fundada por Hermann Gmeiner em 1949, na Áustria, com o objectivo de ajudar crianças que tinham perdido familiares em consequência da Segunda Guerra Mundial.

Tempo

Multimédia