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Parceria europeia impulsiona a produção

Estanislau Costa | Jamba

A lavoura de dezenas de hectares de terras aráveis nas zonas rurais da província da Huíla ganhou novo impulso com o início na região do Projecto de Fortalecimento da Resiliência da Agricultura Familiar no país, numa parceria entre o Governo angolano e a União Europeia.

Delegação da União Europeia visitou a cidade do Lubango e os arredores para se inteirar das potencialidades agro-pecuárias
Fotografia: Estanislau Costa | Jamba

O projecto do Executivo angolano fortalece a produção agrícola nas famílias das zonas rurais, com a introdução de tecnologias adaptadas às alterações climáticas para garantir maior informação sobre a temperatura e a humidade.
Orçado em 210 milhões de euros, o Programa de Fortalecimento da Resiliência da Agricultura Familiar em Angola contempla a distribuição de instrumentos de trabalho, sementes, fertilizantes e gado para tracção animal aos produtores das províncias do Huambo, Cunene, Namibe e Huíla. O Jornal de Angola apurou que a acção  beneficia mais de cinco milhões de pessoas das zonas rurais e urbanas.
A responsável das finanças e contratos da Delegação da União Europeia em Angola, Guadalupe Cortez Pereira, anunciou durante a visita que efectuou à ciodade do Lubango que o referido projecto abrange também os ensinos técnico-profissional e superior, agricultura, água e saneamento básico.
A vice-governadora para o sector Político e Social, Maria João Chipalavela, defendeu que o financiamento da União Europeia  contribui  para a execução de acções de âmbito socioeconómico, de modo a reforçar o Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza.
Na província da Huíla, as cooperativas agrícolas, compostas por 250.301 famílias, e grandes agricultores lavraram na primeira época produtiva acima de 605 mil hectares de terras aráveis.
A actividade agrícola foi auxiliada com a entrega de sementes e meios de trabalho.

Boas colheitas

Os agricultores prevêem boas colheitas, tendo em conta a regularidade das chuvas registadas na maior parte das zonas produtivas da província da Huíla. O agricultor João Francisco, da Associação Agrícola de Camponeses de Mbembele da Ponte, arredores da Matala, confirma que se perspectivam grandes colheitas, principalmente de milho, massango, massambala, feijão e ginguba.
João Francisco afirmou que a execução do Programa de Aquisição de Produtos Agropecuários (Papagro) facilita  a actividade dos pequenos e grandes agricultores.
Os camponeses da região produziram  mais de 100 hectares de milho, massango, massambala, feijão e hortícolas diversas. “Vamos levar tudo para o desvio do Quilómetro 42, onde se encontram as instalações do Papagro”, afirmou o agricultor João Francisco.
Os novos armazéns comunitários, entregues pelo Governo Provincial da Huíla aos habitantes de várias povoações, e os silos dos municípios da Matala, Cuvango, Caconda, Caluquembe e Lubango, favorecem o armazenamento e a conservação de enormes quantidades de produtos do campo.
O agricultor António Calonga explicou que está, neste momento, solucionada a questão da conservação e dos locais de referência de comercialização de bens agrícolas.
“Estamos a guardar os cereais nos armazéns comunitários e por isso não é necessário ter pressa na comercialização", disse.

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