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Partos feitos com novas técnicas

Arão Martins | Lubango

A formação das parteiras tradicionais é fundamental tendo em vista o facto de elas poderem facilitar o acompanhamento das parturientes entre a casa e o hospital, como método eficaz para uma assistência segura na altura do parto, defendeu na segunda-feira, no Lubango, a directora-geral da Maternidade Irene Neto.

A importância da formação das parteiras tradicionais pretende-se com o facto de elas serem as primeiras a intervir nas áreas rurais
Fotografia: Arimateia Baptista

Ana Feijó realçou que a formação das parteiras tradicionais melhora a sua sincronização com o hospital e aconselhou a população a recorrer aos serviços de saúde.
O esclarecimento deve abranger toda a população feminina em período fértil, através de consultas pré-natal no hospital materno infantil do Lubango. “As parteiras tradicionais têm que ser formadas para que se faça um seguimento mais adequado das mulheres grávidas a partir das áreas mais recônditas”, disse Ana Feijó reconhecendo os resultados do Programa de Combate à Pobreza no meio rural, que tem permitido a construção de hospitais e postos de saúde em várias localidades e aumentar a capacidade de intervenção na assistência médica e medicamentosa.
A importância da formação das parteiras tradicionais prende-se com o facto de elas serem as primeiras a intervir nas áreas mais longínquas antes de as parturientes chegarem aos locais onde existem hospitais.
Além de ginecologia, obstetrícia e neonatologia, a maternidade do Lubango, que efectua diariamente entre 40 a 60 partos, tem disponíveis serviços de banco de urgência, bloco operatório, partos, imagiologia e ultrasonografia, reanimação e cuidados intensivos, laboratório de análises clínicas e serviços de hemoterapia.
A unidade sanitária tem 426 funcionários, entre médicos, técnicos de enfermagem, auxiliares, técnicos de diagnóstico e terapêutica, administrativos e apoio hospitalar.
Ana Feijó sublinhou que, paralelamente aos serviços internos, na parte exterior do edifício principal funcionam as consultas externas de obstetrícia, ginecologia, serviços do Programa Alargado de Vacinação (PAV), planeamento familiar, puericultura, serviços de esterilização, entre outros.

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