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Parturientes têm assistência psicológica

Arão Martins | Lubango

Milhares de mulheres grávidas foram, ao longo do ano, assistidas por especialistas em psicologia clínica na Maternidade do Lubango, no quadro do programa de cuidados primários de saúde.

Milhares de mulheres grávidas foram ao longo do ano assistidas por especialistas em psicologia clínica na Maternidade do Lubango
Fotografia: Arão Martins|Lubango

A responsável do programa de assistência psicológica daquela unidade, Celina Muhongo, explicou que o objectivo da acção é diminuir o sofrimento das mulheres que procuram os serviços de parto e querem encontrar auxílio para o seu bem-estar.
Os resultados são positivos, porque as palestras estão a ajudar na prevenção de doenças, garantiu.
O médico em psicologia clínica da Maternidade do Lubango, Castro Silva, explicou que as pacientes têm de ser preparadas para o internamento e esse trabalho é feito através do esclarecimento sobre os aspectos hospitalares, a rotina na unidade e o tempo de internamento. Durante o ano em curso, quatro especialistas em psicologia clínica desenvolveram actividades que contribuíram para diminuir a ansiedade das parturientes. Temas como alimentação, higiene, cuidados a ter com o recém-nascido, planeamento familiar, incentivo às consultas pré e pós-parto foram debatidos durante as palestras.
No Hospital Materno Infantil do Lubango realizam-se, em média, 50 partos por dia, o que perfaz uma média anual de 22 mil partos.
“Muitas mulheres entram no hospital com muita ansiedade e as palestras ajudam a alterar a situação”, explicou o psicólogo clínico, para quem é de extrema importância o atendimento à mãe na maternidade, já que muitas chegam psiquicamente fragilizadas pelo momento que vivem, que gera uma mudança total nas suas vidas.

OMA doa enxoval

A Organização da Mulher Angolana (OMA) doou na terça-feira, na Maternidade do Lubango, um enxoval ao bebé nascido às zero horas do dia 10 de Dezembro, no âmbito das comemorações dos 57 anos da Fundação do MPLA.  Deolinda Fátima, mãe do bebé do sexo feminino, que nasceu com três quilos, agradeceu o gesto. Por outro lado, a  direcção provincial da Saúde pulverizou 68 mil casas com insecticida, durante os meses de Outubro e Novembro, nos municípios do Lubango e da Chibia, na Huíla, no âmbito da campanha de combate à malária.
O responsável da organização não governamental ABT, Toni Gomes, disse à Angop que foram pulverizadas 53.363 casas no município do Lubango e 14.637 da Chibia.  A campanha atingiu 95 por cento dos objectivos traçados,  embora haja registo de casos em que alguns proprietários de residências impedirem que as equipas trabalhassem.  Apesar disso, a maior parte da aceitou a pulverização das suas casas.
Para o sucesso da campanha, foram utilizados mais de 40 mil sacos de insecticida.  Financiada pelo Governo dos Estados Unidos, a referida campanha teve início em 2005 e permitiu pulverizar mais de 200 mil casas nos municípios do Lubango, Chibia e Humpata.

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