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Pessoas afectadas receberam assistência

Mais de 1.500 pessoas afectadas pela fome, em consequência da estiagem prolongada nas diferentes comunas e sectores do município dos Gambos, província da Huíla, beneficiaram de assistência médica e medicamentosa.

A assistência à população foi prestada por uma equipa de médicos nacionais e estrangeiros mobilizados pela Direcção Províncial da Saúde
Fotografia: Arão Martins | Lubango

A assistência foi prestada por uma equipa composta por 160 integrantes, entre médicos nacionais e expatriados, enfermeiros e técnicos, mobilizados pela direcção provincial da Huíla da Saúde.
Durante o fim-de-semana passado, a equipa desdobrou-se pelas sete comunas do município, com destaque para Chiange, Chibemba, Rio D´areia e Kaila, onde constatou os efeitos da seca.
A comitiva aproveitou o momento para efectuar consultas médicas, distribuir medicamentos e fazer testes rápidos de malária e VIH/Sida. O director provincial da Saúde, Altino Valentim, considerou de positiva a experiência realizada nos Gambos, na medida em que foram assistidos 1.563 pacientes com patologias diversas.
Altino Valentim adiantou que foram realizadas 912 consultas de medicina interna, assistidas 400 crianças e distribuídos medicamentos.
A equipa distribuiu às populações locais 30 toneladas de bens alimentares, doados por pessoas colectivas e singulares da cidade do Lubango, sublinhou o director da Saúde na Huíla.Altino Valentim disse que a mesma experiência é levada nos próximos dias aos municípios da Chibia, Quilengues, Matala, Quipungo e Humpata.As populações afectadas pela fome em consequência da estiagem prolongada nos municípios dos Gambos, Chibia e Quilengues, na província da Huíla, estão a beneficiar de acompanhamento psicológico, no sentido de evitar a desestruturação das famílias.   A directora provincial da Assistência e Reinserção Social na Huíla, Catarina Manuel, que revelou o facto à imprensa, garantiu que além do apoio em bens alimentares e assistência médica e medicamentosa, as populações afectadas pela fome estão a ser acompanhadas por psicólogos.
Por causa da fome, muitas famílias correm o risco de se desestruturar, porque os seus membros saem à procura de alimentos noutras localidades e muitas vezes acabam por fixar residência, sublinhou.
Catarina Manuel esclareceu que o trabalho está a ser executado em parceria com muitos sectores do governo provincial, sobretudo da Saúde e Educação. Educadores sociais foram destacados em algumas localidades, com a missão de prestarem orientação psicológica, no sentido de superar os traumas causados pelas consequências da fome, frisou.
De acordo com Catarina Manuel, 835 mil pessoas dos municípios dos Gambos, Chibia, Quilengues, Quipungo, Matala e Humpata precisam de apoio até Dezembro.

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